
Casal é preso na Bahia suspeito de homicídio e abuso sexual de bebê de 1 ano e 4 meses (Foto: Instagram)
Em Antônio Gonçalves, no interior da Bahia, um casal foi preso após tentar enganar as autoridades ao dizer que o filho de 1 ano e 4 meses havia morrido por engasgo. A perícia constatou que se tratou de homicídio e abuso sexual, revelando um plano macabro motivado por vingança. O bebê, identificado como Natan, foi asfixiado pela própria mãe para atingir o pai biológico.
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A Polícia Civil da Bahia afirma que Yasmin, de 18 anos, e o companheiro Carlão, de 62, foram flagrados por estupro de vulnerável e homicídio qualificado. Ambos estavam no município de Antônio Gonçalves quando receberam voz de prisão e foram levados ao Conjunto Penal de Juazeiro, onde permanecem à disposição da Justiça.
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De acordo com a investigação, o atual companheiro de Yasmin abusou sexualmente de Natan diante da mãe, que teria presenciado a violência sem intervir. Em seguida, ainda segundo a apuração policial, Yasmin usou o próprio corpo para sufocar o bebê, pressionando sua cabeça contra o peito enquanto amamentava, consumando o crime de forma brutal e premeditada.
As contradições começaram quando Yasmin acionou o socorro afirmando que o filho teria se engasgado. No atendimento médico, profissionais identificaram sinais de abuso e acionaram uma assistente social, que imediatamente comunicou a Polícia Civil e a Polícia Militar para que fossem tomadas as providências cabíveis.
Em depoimento à autoridade policial, a mãe confessou ter matado o filho para se vingar do ex-companheiro, pai biológico de Natan, alegando que vinha sofrendo ameaças após o término do relacionamento. Para ela, tirar a vida do bebê seria uma forma de punição psicológica ao antigo parceiro, estratégia que a levou a planejar e executar o homicídio.
A polícia ainda investiga se o relato de Yasmin seria uma tentativa de proteger o companheiro Carlão, imputando a ele apenas o crime de estupro de vulnerável. O homem, que nega envolvimento direto no homicídio, foi autuado pelo abuso sexual da criança, enquanto a mãe responde por homicídio qualificado e omissão diante da violência.
Ambos foram encaminhados para o Conjunto Penal de Juazeiro, onde aguardam audiência de custódia. O caso segue sob análise da Delegacia de Proteção à Pessoa, com diligências em curso para coletar provas adicionais e ouvir testemunhas. Autoridades reforçam que a investigação busca elucidar todas as circunstâncias que envolveram o plano macabro e garantir que responsáveis sejam punidos na consecução penal.








