Perícias revelam detalhes cruéis sobre a causa da morte de Natan

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Mãe e padrasto são presos após perícia apontar abuso sexual e asfixia de bebê na Bahia (Foto: Instagram)

O caso do menino Natan Silva Ferreira, de apenas 1 ano e 4 meses, ganhou novos contornos após laudos periciais apontarem que a criança sofreu grave violência sexual antes de morrer por asfixia. Conforme os documentos oficiais da Polícia Civil, foram identificados ferimentos que evidenciam estupro, além de outras lesões compatíveis com abuso. Diante dessas conclusões, a Justiça decretou a prisão preventiva da mãe, Yasmim, de 18 anos, e do padrasto, Carlos, de 62, que seguem detidos aguardando depoimentos adicionais. As investigações prosseguem em busca de comprovar todas as circunstâncias do crime.

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A ocorrência foi registrada na noite de quinta-feira (07) em Antônio Gonçalves, município do norte da Bahia, quando os responsáveis acionaram o SAMU sob a alegação de que o bebê havia se engasgado durante a amamentação. No hospital municipal, médicos e enfermeiros identificaram sinais de abuso sexual e comunicaram imediatamente a Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica, que enviou equipe especializada ao local. Os primeiros exames periciais constataram fraturas, marcas de penetração e outras lesões incompatíveis com um engasgo acidental, reforçando a hipótese de crime doloso contra o pequeno Natan.

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As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam o padrasto, Carlos, como principal suspeito de praticar o abuso sexual, enquanto a jovem mãe, Yasmim, teria presenciado todo o ato sem qualquer tentativa de impedir a violência. Além disso, os peritos concluíram que, após o abuso, Yasmim amamentou o filho e, sem querer ou de forma proposital, provocou a asfixia que levou à morte do bebê. Embora o casal negue envolvimento direto no homicídio, a soma dos indícios levou ao indiciamento por estupro de vulnerável e homicídio qualificado, culminando na decretação da prisão preventiva de ambos.

Em entrevista ao jornalista Netto Maravilha, o padrasto afirmou que, ao notar o agravamento do estado de saúde de Natan, fez várias tentativas de contato com o SAMU e relatou a dificuldade em obter socorro a tempo. Já a mãe, segundo relatos de investigadores, teria confessado o crime durante depoimento, afirmando ter matado o próprio filho para se vingar do ex-companheiro. Uma pessoa próxima a Yasmim revelou que, em conversas anteriores, a jovem chegou a expressar o desejo de tirar a vida do bebê como forma de retaliação, o que pode indicar premeditação e agravante na responsabilização criminal.

O casal está custodiado no Conjunto Penal de Juazeiro, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto as investigações avançam. A Polícia Civil da Bahia informou que o inquérito segue em curso, com a coleta de novos laudos e depoimentos de testemunhas para esclarecer toda a dinâmica que culminou na morte de Natan Silva Ferreira. Autoridades também avaliam registros de conversas e possíveis antecedentes de violência doméstica envolvendo a família. A expectativa é de que, em breve, a Justiça tenha elementos suficientes para apresentar denúncia formal e submeter o caso ao tribunal do júri.