
MV Hondius ancorado em Tenerife aguarda evacuação militar de infectados por hantavírus (Foto: Instagram)
Na manhã deste domingo (10), teve início em Tenerife a operação de retirada dos passageiros a bordo do navio MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus. A iniciativa envolve o uso de aviões militares e escolta especializada para assegurar o completo isolamento dos viajantes, todos considerados de alto risco. Ao todo, 115 pessoas foram infectadas durante a viagem, e a repatriação está prevista para ser concluída até a segunda-feira (11).
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O MV Hondius permanece ancorado próximo à costa de Tenerife, nas Ilhas Canárias. Nesta primeira fase, apenas cidadãos espanhóis desembarcam, totalizando 147 pessoas beneficiadas nesta etapa inicial. A retirada segue um plano minucioso, que visa evitar qualquer tipo de contato com a população local.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Para garantir o isolamento, os passageiros desembarcam em lanchas, em grupos de cinco. Em seguida, são transportados por ônibus até o aeroporto de Tenerife, onde embarcam em aeronaves militares com destino a Madri. No continente, cada pessoa passará por nova avaliação médica antes de seguir viagem a seu país de origem.
Segundo Mônica Garcia, ministra da Saúde da Espanha, os Países Baixos enviarão dois voos de resgate: um na data de hoje e outro na segunda-feira (11) para recolher eventuais remanescentes de outras nacionalidades. “Esperamos que todos os passageiros estejam em solo até o final de amanhã”, afirmou ela, ressaltando o rigor do protocolo de segurança.
Conforme o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, dos 3.116 passageiros a bordo, 102 contraíram o vírus. Entre os 1.131 tripulantes, outros 13 apresentaram infecção. Os contaminados manifestaram sintomas intensos de gastroenterite, incluindo diarreia e vômitos.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres infectados, por meio da inalação de partículas presentes na urina, saliva ou fezes dos animais. A cepa detectada a bordo é o vírus dos Andes, comum na América do Sul, que difere de outras variantes por registrar raros casos de transmissão entre humanos em contato prolongado.








