Padrasto acusado de estuprar bebê de 1 ano apresenta versão contra a mãe: ‘Deus é testemunha’

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Padrasto suspeito nega envolvimento na morte do enteado (Foto: Instagram)

Em Antônio Gonçalves (BA), Carlos, padrasto suspeito de estuprar o enteado Natan, de um ano e quatro meses, negou qualquer envolvimento e afirmou que busca apenas a verdade sobre o trágico episódio. Conhecido como Carlão, ele alega ter acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) por sete vezes ao notar que o menino apresentava sinais de fraqueza, mas que as autoridades teriam divulgado uma versão equivocada do caso. A criança morreu enquanto era atendida após ser levada ao hospital de Campo Formoso (BA).

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Natan Silva Ferreira deu entrada na unidade de saúde na última quinta-feira (7) depois que a mãe, Yasmim, de 18 anos, informou que o filho estava engasgado. Durante o atendimento, os profissionais identificaram indícios de abuso sexual e acionaram a Polícia Civil e a Polícia Militar para apurar o fato. O caso já foi submetido a perícias no Instituto Médico Legal (IML) e aguarda laudos que detalhem a causa exata da morte.

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Em entrevista ao jornalista Netto Maravilha nas redes sociais, Carlos detalhou que, ao perceber o agravamento do estado de saúde do enteado, acionou o SAMU por sete vezes, registrando protocolos de atendimento que apontam sua diligência. Ele defendeu que essa atitude comprova sua conduta protetiva e não criminosa: “Deus é testemunha de que eu fiz tudo para ajudar”, afirmou, ressaltando que sempre colaborou com os investigadores desde o primeiro contato. O padrasto ainda criticou a divulgação preliminar, que o teria colocado como principal suspeito sem considerar sua versão.

O padrasto direcionou sua acusação à mãe de Natan, Yasmim, afirmando que ela, supostamente, teria asfixiado o filho propositalmente enquanto o amamentava, numa vingança contra o pai biológico da criança. De acordo com Carlos, um depoimento de uma pessoa próxima à jovem revelou que ela manifestou, em conversas anteriores, o desejo de tirar a vida do próprio bebê para punir o ex-companheiro. Esse relato, segundo ele, dá contorno a um “plano macabro” articulado pela própria mãe, conforme descreveu ao jornalista.

As declarações sobre o comportamento prévio de Yasmim também levaram a Polícia Civil a avaliar o histórico psicológico da mãe, investigando se houve premeditação e eventual transtorno mental. Em depoimento oficial, a jovem confessou ter matado Natan para atingir o ex-companheiro, alegando que ele a ameaçava constantemente. Essa confissão torna ainda mais complexa a apuração das motivações pessoais, colocando em debate a saúde mental de Yasmim e eventuais influências externas.

Ambos foram presos preventivamente e transferidos para o Conjunto Penal de Juazeiro depois que os laudos iniciais do IML apontaram sinais de abuso sexual na criança. As equipes de perícia seguem analisando exames para confrontar os depoimentos de Carlos e Yasmim, buscando identificar se houve omissão ou conivência por parte do padrasto. O resultado das investigações definirá as responsabilidades criminais e deve trazer esclarecimentos sobre cada detalhe desse caso que chocou a Bahia.