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Cruzeiro afetado por hantavírus inicia desembarque após alerta sanitário e tensão


Mão enluvada segura tubos de ensaio com amostras de hantavírus em laboratório. (Foto: Instagram)

Os passageiros do navio MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus, devem iniciar o desembarque nas Ilhas Canárias, na Espanha, a partir das 4h deste domingo (10), no horário de Brasília. A operação foi organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em conjunto com autoridades espanholas e com governos de diferentes países, prevendo a retirada gradual de viajantes e tripulantes para procedimentos de saúde e logística de repatriação. Protocolos de biossegurança foram reforçados em terra e no navio.

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O MV Hondius ficou no foco das atenções após o registro de mortes e de casos suspeitos de hantavírus durante a expedição iniciada na Argentina. Durante a viagem, equipes de saúde a bordo isolaram áreas com possíveis contaminações e intensificaram os protocolos de biossegurança. O alerta sanitário mobilizou coordenação entre países para garantir segurança aos que desembarcarem nas Ilhas Canárias, reduzindo riscos de contágio local.

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Conforme comunicado da operadora Oceanwide Expeditions, responsável pela expedição, assim que deixarem o navio, os passageiros serão conduzidos diretamente para voos de repatriação. A prioridade no desembarque será dos cidadãos espanhóis, segundo determinação local, mas países como Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Holanda já disponibilizaram aeronaves para levar seus nacionais de volta.

No momento, 147 pessoas seguem a bordo do MV Hondius, incluindo tripulação e passageiros, e, de acordo com a OMS, nenhuma delas apresenta sintomas. Depois do desembarque, o navio seguirá para um estaleiro na Holanda, onde passará por um processo completo de desinfecção. Os passageiros serão transportados em veículos isolados até os aeroportos, evitando qualquer contato com a população local.

Segundo reportagem publicada pelo Estadão, equipes de saúde farão avaliações individuais para determinar o grau de exposição de cada pessoa ao hantavírus, observando sintomas como febre súbita e insuficiência respiratória. A medida pretende antecipar possíveis casos, mapear pontos de risco e assegurar acompanhamento médico contínuo a quem teve contato com áreas de circulação do vírus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou que acompanhará pessoalmente a operação nas Ilhas Canárias e destacou que “isso não é outra covid” para diferenciar o surto atual. Até agora, três passageiros morreram durante a viagem, sendo confirmada a infecção pela cepa Andes em ao menos um deles, variante prevalente na América do Sul que motivou o alerta sanitário internacional.

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