
Produtos Ypê têm lotes recolhidos pela Anvisa após suspeita de contaminação (Foto: Instagram)
A Vigilância Sanitária de São Paulo ampliou a investigação sobre a contaminação em produtos da Ypê ao apurar se um possível vazamento de esgoto teria atingido o reservatório de água da fábrica em Amparo. A nova linha de apuração surge após a Anvisa determinar o recolhimento de detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos da marca por risco de contaminação por bactérias.
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O recolhimento determinado pela Anvisa abrange todos os lotes de detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos fabricados na unidade paulista. Os consumidores foram orientados a interromper imediatamente o uso desses itens e buscar informações junto ao serviço de atendimento ao cliente da Ypê para procedências de troca ou devolução.
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Segundo apurou o jornal O Globo, a principal hipótese em análise é a de que um rompimento na tubulação de esgoto próxima à fábrica teria infiltrado resíduos no reservatório de água usado na produção. A suspeita recai sobre a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, considerada resistente a múltiplos antibióticos e classificada pela Anvisa como uma ameaça significativa à saúde pública.
Manoel Lara, diretor do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS), afirmou que irregularidades já haviam sido apontadas em fiscalizações realizadas no local no ano passado. Entre as falhas, foram identificadas deficiências nas práticas de higiene, na limpeza dos equipamentos e na documentação dos processos produtivos, o que poderá ter contribuído para o agravamento do problema.
Em função das não conformidades, o CVS chegou a interditar uma das linhas de fabricação da unidade de Amparo até que as correções necessárias fossem implementadas. O órgão avalia, agora, se esses descuidos facilitaram a proliferação da Pseudomonas aeruginosa nos produtos, colocando em risco principalmente pessoas hospitalizadas, imunossuprimidas ou com doenças crônicas.
A Pseudomonas aeruginosa pode causar infecções graves em pulmões, corrente sanguínea, trato urinário e feridas abertas. Especialistas alertam que a resistência natural dessa bactéria a diversos antibióticos torna os tratamentos mais complexos e eleva o risco de complicações em pacientes vulneráveis. A Anvisa recomenda que o consumidor verifique o final do número do lote, que deve terminar com “1”, informação disponível nas embalagens afetadas.
Em nota, a Ypê informou que está colaborando integralmente com as autoridades sanitárias e conduzindo análises técnicas e testes independentes para esclarecer a situação. A empresa afirmou que adotará imediatamente quaisquer medidas recomendadas e reforçou que consumidores que adquiriram produtos contemplados no recolhimento poderão optar pela troca ou devolução do valor pago.








