Site icon Jetss BR

Vídeo aponta possível ajuda ao funcionário que matou patrão


Câmera de segurança registra Eduardo Jesus Rodrigues chegando à oficina de Flávio Cruz Barbosa, com o tio do suspeito ao fundo entregando um objeto, segundo familiares. (Foto: Instagram)

A família de Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, morto recentemente pelo funcionário Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, contesta a versão de que o crime teria sido praticado sem apoio externo. O assassinato ocorreu dentro da oficina mecânica do empresário no Setor de Oficinas Norte, em Brasília (DF), e se caracterizou pela brutalidade: foram usadas facadas e golpes com uma roda de ferro. Os parentes cobram a ampliação da investigação para apurar se houve cumplicidade de terceiros.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Os familiares tiveram acesso às filmagens, cedidas por um vizinho que testemunhou o crime. Nas imagens, é possível ver Eduardo chegando ao estabelecimento e, ao lado dele, o tio do suspeito entrega um objeto e permanece observando a cena. Até então, a polícia considerava a possibilidade de ação isolada, mas esse novo material sugere que o familiar pode ter auxiliado no atentado.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Em entrevista ao Portal Metrópoles, Gustavo Cruz Barbosa, de 46 anos e irmão da vítima, afirmou que o depoimento do tio de Eduardo não condiz com o que as imagens exibem. “O Eduardo chega, dá um chute no rosto do meu irmão e inicia a tortura. O tio dele assiste como se nada estivesse acontecendo, depois some e retorna apenas para espiar”, disse Gustavo, que vê nisso indícios claros de cumplicidade.

O vídeo obtido pela família mostra o instante exato das agressões. Eduardo surpreende o patrão, que estava sentado, e desferiu socos e chutes antes de derrubá-lo. Em seguida, ele utiliza uma faca para golpear o corpo de Flávio e, para intensificar a violência, retira do chão uma roda de ferro de um veículo e a emprega nos ataques. Apesar de breve, a sequência provocou ferimentos fatais.

Em depoimento à polícia, Eduardo afirmou estar desorientado e relatou ter sofrido um estupro coletivo há quatro anos, acusando o patrão de envolvimento no episódio. Ele também alegou ter sido ameaçado de ficar em uma cadeira de rodas e submetido a zombarias desde o primeiro dia de trabalho. Segundo o suspeito, esses fatores teriam motivado o crime, embora ele se declare “uma pessoa de bem”.

Diante das novas provas, a família de Flávio Cruz insiste na necessidade de aprofundar as diligências, ouvindo novamente testemunhas que possam confirmar a presença de mais pessoas na oficina. A Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal já analisa o material e pretende confrontar depoimentos com as imagens para definir se o tio de Eduardo responderá por omissão de socorro ou coautoria.

Exit mobile version