
Beatriz Winck, desaparecida há 13 anos no Santuário de Aparecida (Foto: Instagram)
O mistério em torno do desaparecimento de Beatriz Winck persiste mais de uma década depois de seu sumiço durante uma excursão ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo. Mesmo com ampla divulgação, investigações policiais e mobilização familiar, a aposentada não foi localizada, deixando perguntas sem respostas e um legado de incertezas no seio de quem a amava.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Em 2012, Beatriz Winck participou de um passeio para romeiros que saiu de Portão, no Rio Grande do Sul, e chegou ao complexo religioso de Aparecida. Em meio a cerca de 200 mil fiéis, ela se afastou enquanto o marido, Delmar, entrou numa loja para pagar compras. Em poucos minutos, ao retornar, não encontrou mais a esposa e não havia câmeras de segurança no ponto exato em que ela foi vista pela última vez.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Desde então, o filho de Beatriz, João Carlos Winck, dedicou sua rotina à busca por pistas que comprovem que a mãe ainda vive. “Tenho certeza de que ela está viva, com perda de memória em algum lugar, mas me preparo para tudo. Não posso descartar nada. Caso ela esteja morta, quero recolher e trazer para o jazigo da família. Ela tem que estar perto de nós”, declarou em entrevista recente, mostrando a esperança que mantém acesa mesmo após tantos anos.
Em novembro de 2025, Delmar Winck, então com 95 anos, faleceu sem descobrir o que aconteceu com a esposa, Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck. O casal de idosos fazia parte de um grupo que viajou do Rio Grande do Sul para São Paulo, e o desaparecimento de Beatriz se transformou em um dos casos mais comentados e sem solução do país.
Em depoimento ao jornal Diário Gaúcho, Delmar descreveu o impacto que a ausência da companheira causou em sua vida. “Fiquei com a minha vida estragada. Não sei que rumo tomar. Tenho filhos e netos, mas me falta um pedaço”, confidenciou, ressaltando que, apesar do afeto dos familiares, o vazio era constante e as celebrações perderam o sentido sem aquele elo central.
Durante 49 dias, Delmar permaneceu em Aparecida acompanhando as buscas e sentiu falta de apoio das autoridades locais. Ele relatou que havia uma pressão para que deixassem o local. “Tenho a impressão de que gostariam que já tivéssemos saído. Somos um incômodo. Talvez pensassem que o fato iria prejudicar o Santuário ou a própria cidade”, afirmou, lembrando de suas idas a hospitais e casas de repouso em várias cidades do interior paulista, sem obter qualquer informação concreta sobre a paradeira de Beatriz.








