
Jair Bolsonaro sob monitoramento médico enfrenta novas crises de soluços e pressão arterial instável em casa (Foto: Instagram)
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar fortes crises de soluços prolongados e instabilidade na pressão arterial durante o cumprimento de sua prisão domiciliar. Um relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (8) aponta uma leve melhora no quadro após ajustes na medicação prescrita. O histórico de pneumonia por broncoaspiração sofrido em março deixa a equipe médica especialmente atenta a qualquer sinal de complicação.
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Em prisão domiciliar desde a recente cirurgia no ombro, Bolsonaro vem sendo monitorado de perto pela equipe de saúde responsável pelo seu acompanhamento. Nos últimos dias, ele apresentou novos episódios de soluços intensos e enfrentou oscilações na pressão, o que motivou o aumento das doses de medicamentos. Os profissionais afirmam que o controle desses sintomas é fundamental para evitar consequências mais graves no estado geral do ex-presidente. Já no início do tratamento, os médicos estabeleceram um protocolo rígido de monitoramento para avaliar respostas a alterações de dosagem.
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Em março, Bolsonaro precisou ficar internado por duas semanas em um hospital particular em Brasília para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Na ocasião, ele recebeu cuidados especializados para combater a infecção pulmonar provocada pelo refluxo de suco gástrico nas vias respiratórias, quadro que surgiu após intensa crise de soluços. O período de internação serviu de alerta para a equipe, que desde então adota medidas preventivas para reduzir riscos semelhantes.
Ainda não houve manifestação oficial da assessoria de Jair Bolsonaro sobre as novas complicações de saúde. Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente obteve, em março, prisão domiciliar humanitária concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, com prazo inicial de 90 dias. Caso seja necessário, a defesa poderá solicitar extensão do benefício com base nas avaliações médicas.
O histórico de complicações respiratórias faz com que os médicos mantenham observação constante do ex-chefe do Executivo. Segundo especialistas, crises de soluços prolongados e flutuações bruscas de pressão arterial podem desencadear novas complicações cardiovasculares e pulmonares. Por isso, a equipe continua ajustando o protocolo terapêutico e acompanhando sinais vitais diariamente, buscando garantir estabilidade e prevenir eventuais recaídas no quadro clínico.
A equipe que cuida de Bolsonaro ressalta a importância de manter controle rígido sobre alimentação e hidratação, fatores que podem influenciar tanto na frequência dos soluços quanto na estabilidade da pressão arterial. Além disso, exames de rotina, como eletrocardiogramas e avaliação pulmonar, serão repetidos periodicamente para monitorar possíveis alterações. Qualquer novo episódio mais grave deverá ser comunicado de imediato ao STF, conforme prevê o protocolo de prisão domiciliar.








