
Anvisa suspende lotes de detergentes Ypê após suspeita de contaminação (Foto: Instagram)
Uma mulher de 92 anos moveu ação judicial contra a fabricante Ypê, alegando ter sofrido contaminação após usar detergente líquido da marca. O processo, aberto há cerca de cinco meses, requer indenização de R$ 765 mil por danos morais e materiais. A consumidora afirma que a empresa falhou no controle de qualidade e causou sérios prejuízos à saúde da autora.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu lotes de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Ypê, sob a suspeita de contaminação por Pseudomonas aeruginosa. A medida gerou preocupação nacional, pois esses produtos são amplamente utilizados no dia a dia. Antes dessa decisão, a empresa já enfrentava questionamentos sobre possíveis falhas sanitárias em sua linha Tixan Ypê.
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O caso tramita na 4ª Vara Cível de Mauá, na Grande São Paulo, e ganhou repercussão em meio às investigações sobre irregularidades nos produtos da empresa. No processo, a idosa relata que adquiriu o detergente em um supermercado local e, após o uso, desenvolveu uma infecção urinária grave. Ela sustenta que o lote do produto fazia parte de um recall voluntário anunciado pela Ypê.
Conforme a petição, a consumidora permaneceu internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por cerca de 15 dias e deixou o hospital usando sonda urinária. A defesa alega ter identificado a bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras dos lotes recolhidos pela empresa após denúncias de contaminação. A autora sustenta que a exposição ao produto contaminado foi o gatilho para o quadro infeccioso.
Em sua contestação, a Ypê nega responsabilidade, afirmando não haver provas científicas de que a possível presença da bactéria nos produtos possa causar infecção. A empresa argumenta que o microrganismo é comum no ambiente e ressaltou que processos rotineiros de lavagem, centrifugação e secagem eliminam praticamente todos os riscos microbiológicos.
A fabricante também questiona o vínculo entre o frasco usado pela idosa e os lotes recolhidos no recall voluntário. Segundo a defesa, não há documentação que comprove que o produto adquirido integrava efetivamente o recall, ainda que outros itens tenham sido comprados no mesmo estabelecimento e período.
Sobre o recall, a Ypê destacou ter agido de forma voluntária e preventiva ao informar órgãos sanitários, distribuidores e consumidores sobre possíveis desvios microbiológicos. A empresa afirmou que comunicou as autoridades em novembro de 2025 e divulgou a ação por meio de redes sociais, anúncios publicitários e imprensa. A companhia também citou parecer do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para defender que a iniciativa demonstra boa-fé e responsabilidade.








