
PM Michael Bruno e empresária Carolina Sthela são alvos de mandados de prisão por suposta tortura contra doméstica grávida em Paço do Lumiar (Foto: Instagram)
PM militar Michael Bruno Lopes Santos se apresentou nesta quinta-feira à polícia do Maranhão após a Justiça decretar sua prisão preventiva, acusado de integrar as agressões contra uma empregada doméstica de 19 anos grávida. A vítima o aponta, junto à empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, como responsáveis por torturas dentro do imóvel onde trabalhava, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís, segundo registro policial.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Em depoimento à Corregedoria-Geral da Polícia Militar, Michael Bruno negou qualquer ato de violência contra a jovem e afirmou não ter participado das sessões de tortura narradas pela vítima. A Polícia Civil informou que a mulher, em seu relato, incluiu o nome do policial entre os supostos agressores, mas o PM insiste que não houve violência de sua parte.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Segundo o policial, ele conhece Carolina Sthela há cerca de seis anos e foi acionado em 16 de abril pelo marido dela para entregar documentos na residência do casal, com a finalidade de auxiliar no aumento de score de um cliente. No dia seguinte, 17 de abril, data apontada pela vítima como a de uma das agressões, Michael Bruno afirma ter se limitado à entrega dos papéis solicitados e logo se retirado do local.
A Corregedoria instaurou procedimento interno para apurar eventual envolvimento do PM nos fatos e analisar sua conduta. A defesa de Michael Bruno emitiu nota ressaltando que ele nega ter cometido qualquer agressão e alegou não ter tido acesso pleno ao conjunto de provas e depoimentos contidos nos autos do processo.
Também nesta quinta-feira, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi capturada em Teresina, no Piauí, enquanto tentava fugir do cumprimento do mandado de prisão. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, na quarta-feira (6), equipes policiais foram até a casa dela para intimá-la a depor, mas não a encontraram, sendo localizada apenas uma funcionária às pressas.
No depoimento à polícia, a vítima relatou uma jornada exaustiva, trabalhando quase 10 horas diárias, de segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo. Ela afirmou ter recebido, por pouco mais de duas semanas, R$ 750 em transferências feitas em nome de terceiros, além de atuar na limpeza, na cozinha, na lavagem e passagem de roupas, e na supervisão do filho de seis anos da empresária.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Maranhão, que apura tanto as agressões e supostas sessões de tortura contra a jovem quanto as condições de trabalho a que ela era submetida. As autoridades buscam esclarecer a participação de Michael Bruno e de Carolina Sthela nos crimes denunciados e indicar eventuais responsabilidades penais.
