
Fábrica da Ypê em Amparo (SP), alvo de recolhimento sanitário (Foto: Instagram)
A Anvisa determinou nesta quinta-feira (7) o recolhimento de diversos itens da marca Ypê, com lotes terminados em número 1, em razão de falhas sanitárias na unidade da Química Amparo, em Amparo (SP). A decisão vale para detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes, após inspeção apontar irregularidades nos sistemas de garantia e controle de qualidade que podem resultar em contaminação microbiológica. Consumidores devem cessar o uso imediatamente e têm direito a troca, reembolso ou até indenização por eventuais prejuízos.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Para identificar se o produto faz parte do recolhimento, é preciso verificar o número do lote impresso na embalagem, sendo alvo apenas os que terminam em “1”. Entre os itens afetados estão: Lava-louças Ypê (incluindo Clear Care, Green e versão com enzimas ativas), lava roupas líquido Tixan Ypê, Ypê Premium e Ypê Express, além dos desinfetantes Bak, Atol e Pinho Ypê.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Após confirmar a presença de lotes afetados, o consumidor deve isolar o produto, evitando manuseio adicional, e guardar o rótulo com as informações do lote. Esses dados serão solicitados ao devolver, trocar ou solicitar reembolso junto à fabricante. Em caso de reações adversas como irritação, alergia ou qualquer suspeita de problema de saúde decorrente do uso, é fundamental procurar atendimento médico e informar o caso aos órgãos de vigilância sanitária. Se os itens contaminados ainda estiverem à venda, a recomendação é denunciar a comercialização aos Procons estaduais ou à vigilância local.
Segundo o Código de Defesa do Consumidor, o recolhimento sanitário assegura ao comprador a reparação integral, sem custos extras. Na prática, a empresa deve substituir os produtos, devolver o valor pago ou oferecer outra solução que atenda às necessidades do consumidor. Se houver prejuízos financeiros, como danos a tecidos ou utensílios domésticos, é possível pleitear indenização, desde que o comprador comprove as perdas sofridas.
Em casos mais graves, em que se comprove dano à saúde em decorrência do uso dos produtos recolhidos, a fabricante poderá ser acionada judicialmente por danos morais e materiais, conforme prevê a legislação consumerista.
A Anvisa informou que as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais intensificarão a fiscalização para coibir a fabricação, comercialização, distribuição e uso dos lotes atingidos até nova determinação. A medida cautelar permanece em vigor até que a agência se pronuncie sobre a liberação ou ajustes no processo produtivo da Química Amparo.
A ABIPLA, que representa o setor de produtos de limpeza e saneantes, declarou não comentar casos específicos envolvendo empresas, recomendando que todos os esclarecimentos sejam fornecidos pela companhia afetada e pelos órgãos reguladores. A reportagem do Bacci Notícias tentou contato com a Ypê para obter posicionamento sobre as medidas de ressarcimento, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.








