
Bruno Fernandes em entrevista durante atividade esportiva (Foto: Instagram)
O goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio, foi novamente preso na noite de quinta-feira (07) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Ele estava foragido há cerca de dois meses depois que a Vara de Execuções Penais decidiu que ele descumpriu as medidas da liberdade condicional. A revogação do benefício resultou em nova ordem de prisão, cumprida pela Polícia Civil fluminense.
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De acordo com os autos do processo, Bruno teria realizado viagens sem autorização judicial e violado outras determinações impostas pela Justiça antes mesmo da suspensão do benefício. Essas irregularidades motivaram o juiz a considerar que ele não observou as condições da liberdade condicional, gerando seu apontamento como foragido e a consequente expedição de novo mandado de prisão. O episódio reacendeu o debate sobre o assassinato de Eliza Samudio, cujo corpo jamais foi localizado.
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Em sua última entrevista, concedida ao podcast “Geral Podcast”, Bruno voltou a se manifestar sobre o crime e afirmou que tinha ciência do que ocorreria com Eliza, embora tenha negado ter dado a ordem direta para o assassinato: “Não mandei, mas eu sabia”. Na conversa, o ex-goleiro relatou que o relacionamento com a vítima havia se deteriorado a ponto de não restar diálogo, sendo marcado por constantes conflitos.
Durante o mesmo episódio, o ex-atleta mencionou Luiz Henrique Ferreira Romão, o “Macarrão”, apontado como um dos supostos executores do crime. Segundo Bruno, “o Macarrão passou a resolver tudo”, em referência à transferência de decisões sobre o desfecho do caso para o antigo amigo. Essa afirmação reforçou trechos do processo judicial, que o considerou partícipe indireto do homicídio e com conhecimento prévio sobre o destino de Eliza.
Eliza Samudio desapareceu em 2010, após buscar na Justiça o reconhecimento da paternidade de seu filho com Bruno Fernandes. As investigações apontaram que ela foi morta e o corpo nunca localizado. A morte da jovem gerou grande repercussão nacional, culminando na prisão de diversos envolvidos e na consolidação do caso como um dos mais notórios no país.
Bruno foi condenado em primeira instância por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. A sentença destacou seu papel na articulação do crime e determinou a execução da pena. Desde então, o processo teve diversos desdobramentos, incluindo recursos e pedidos de progressão de regime, até culminar na nova detenção por descumprimento das condições da liberdade condicional.
