
Bruno Fernandes se entrega pacificamente à polícia em São Pedro da Aldeia (Foto: Instagram)
A defesa de Bruno Fernandes forneceu informações inéditas sobre a captura do ex-goleiro, ocorrida na noite de quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Segundo o porta-voz Renan, Bruno estava na residência familiar quando agentes da polícia chegaram para cumprir o mandado de prisão. Havia cerca de dois meses ele figurava como foragido, após a Vara de Execuções Penais revogar sua liberdade condicional por descumprimento de obrigações judiciais.
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De acordo com Renan, que acompanha Bruno há anos, o jogador não escondeu sua localização, preferindo se entregar aos policiais. “Não estava com ele, ele estava em casa com a família, a polícia foi até o endereço dele, ele preferiu se entregar”, relatou o assessor, ressaltando que não houve resistência durante a abordagem.
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Ainda segundo o relato, a detenção transcorreu de maneira tranquila. “Foi uma prisão pacífica, a polícia o tratou extremamente bem e teve muito respeito com a família”, afirmou Renan, destacando o clima pacífico e a cordialidade dos agentes, que orientaram os parentes sobre os procedimentos legais.
Logo após ser detido em São Pedro da Aldeia, Bruno foi encaminhado à 125ª Delegacia de Polícia local, onde se deu o cumprimento do mandado. Em seguida, ele foi transferido para a 127ª DP, em Búzios, delegacia responsável por dar sequência aos trâmites previstos pelo sistema judiciário.
O Ministério Público atribui a nova prisão ao descumprimento de várias medidas impostas na liberdade condicional, entre elas restrições de deslocamento e a necessidade de comunicação prévia de viagens. Documentos do processo apontam que o ex-jogador efetuou deslocamentos sem a devida autorização judicial e desrespeitou regras mesmo antes da revogação do benefício.
Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio, mãe de um de seus filhos. O caso ganhou grande repercussão nacional na época, abalando a carreira do então goleiro do Flamengo. Nos anos seguintes, ele chegou a obter progressão de regime e concessão de liberdade condicional, mas voltou a ser alvo da Justiça após as irregularidades no cumprimento das medidas impostas.
