Convite para festa e buscas na mata: principais detalhes sobre o desaparecimento de primas no Paraná

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Busca por primas desaparecidas mobiliza polícia no Paraná (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Paraná intensificou as buscas pelas primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, desaparecidas após aceitarem um convite para uma suposta festa no interior do estado. Segundo as apurações, as jovens partiram de Cianorte na companhia de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que se apresentava como “Davi” e dirigia uma caminhonete preta clonada. Imagens de câmeras de segurança mostraram o trio passando por várias cidades da região antes de desaparecerem sem deixar outros registros.

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O sumiço das primas, ambas com 18 anos, já dura quase duas semanas e mobiliza equipes em terra e mata fechada. A Justiça decretou a prisão temporária de Clayton no dia 29 de abril, enquanto a investigação trabalha com hipóteses de duplo homicídio e apura também possíveis crimes de sequestro e cárcere privado. O delegado Luis Fernando Alves Silva reforça que o suspeito já era procurado pela polícia por envolvimento em um roubo, tendo usado identidade falsa.

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De acordo com a linha do tempo montada pelos investigadores, às 22h39 do dia 20 de abril as jovens deixaram Cianorte em uma caminhonete conduzida por Clayton, conhecido como “Davi”. Quinze minutos depois o veículo foi flagrado em Jussara, onde Sttela entrou rapidamente na casa da mãe para pegar uma mochila. Às 22h55 ela postou uma foto ao lado da prima dentro do automóvel.

Pouco depois, às 23h13, o trio seguiu pela PR-323 em direção a Maringá. Na madrugada seguinte, às 00h16, Sttela publicou outra imagem em trecho entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança, marcando Letycia na postagem. A última conexão digital foi registrada às 3h17, segundo dados obtidos após quebra de sigilo do WhatsApp, e Clayton acessou a internet pela última vez às 9h de 23 de abril.

As mães das jovens relatam angústia pela falta de notícias, algo incomum no comportamento das filhas. Maria da Penha de Almeida, mãe de Letycia, disse que a jovem sempre mantinha contato por mensagem, mesmo em viagens. Já Ana Erli Melegari, mãe de Sttela, notou que as mensagens não chegavam na manhã seguinte ao passeio, o que levantou o alarme para familiares.

As investigações também revelaram que Clayton já era conhecido nas baladas de Cianorte pelos apelidos “Sagaz” e “Dog Dog”. A caminhonete preta usada na viagem estava clonada, e o suspeito chegou a retornar sozinho a Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril, desta vez em uma motocicleta e sem celular.

Com a prisão temporária decretada, as forças de segurança do Paraná passaram a explorar novas áreas de mata e estradas secundárias. O secretário de Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, determinou prioridade máxima ao caso, enquanto a polícia segue alerta para qualquer informação que leve ao paradeiro das primas.