
O navio MV Hondius em expedição pelo Atlântico Sul, operado pela Oceanwide Expeditions. (Foto: Instagram)
Imagens gravadas em 12 de abril no navio MV Hondius, da Oceanwide Expeditions, revelam o momento em que o comandante Jan Dobrogowski comunica a passageiros o falecimento repentino de um turista em meio a um surto de hantavírus. No vídeo, o capitão faz um breve anúncio, procurando acalmar a tripulação e os viajantes diante da notícia do primeiro óbito confirmado na viagem.
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Dobrogowski afirmou que, de acordo com a equipe médica a bordo, não havia indícios de contágio infeccioso associado ao caso. “É meu triste dever informar que um dos nossos passageiros faleceu repentinamente na noite passada. Por mais trágico que seja, acreditamos que foi por causas naturais”, declarou o capitão, reforçando que o navio permanecia seguro para todos.
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O cruzeiro partiu de Ushuaia, na Argentina, rumo a Cabo Verde, navegando pelo Atlântico Sul. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao menos três passageiros morreram durante essa expedição. No anúncio, Dobrogowski lembrou que situações graves podem ocorrer em viagens marítimas de longa duração e assegurou que as operações prosseguiam com segurança e dignidade.
O primeiro óbito foi de um turista holandês, cujo corpo desembarcou em Santa Helena em 24 de abril para repatriação. A esposa dele, que também deixou o navio nesse ponto, morreu dois dias depois após testagem positiva para hantavírus. Em 2 de maio, outro passageiro de nacionalidade alemã faleceu a bordo, embora a causa exata ainda não tenha sido identificada oficialmente.
Além dos três falecimentos, há dois casos suspeitos confirmados por exames de hantavírus. Um britânico segue internado em estado grave na África do Sul, enquanto outro paciente recebe tratamento em Zurique, na Suíça. As autoridades de saúde monitoram a situação de perto, avaliando eventuais novos sinais de contaminação.
O hantavírus é uma infecção respiratória rara, transmitida principalmente por contato com urina, fezes ou saliva de roedores, ou por superfícies contaminadas. Há registros eventuais de transmissão entre humanos, especialmente pela cepa Andes, em situações de contato prolongado. O período de incubação varia de duas a quatro semanas, e os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, calafrios e vômitos.
Em casos mais graves, a doença pode evoluir para insuficiência respiratória e choque, exigindo internação em UTI. Não há vacina ou tratamento específico, de modo que o suporte intensivo é essencial para aumentar as chances de recuperação. A OMS mantém o risco global considerado baixo, mas reforça a vigilância diante de fatores ambientais que favorecem o aumento da população de roedores.
