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Horário e pauta do encontro entre Lula e Trump na Casa Branca


Lula e Trump se reúnem na Casa Branca para debater minerais críticos, segurança e comércio (Foto: Instagram)

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reúnem nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington, marcando o segundo encontro presencial desde o retorno de Trump à presidência dos EUA em janeiro de 2025. A agenda oficial prevê recepção às 12h (horário de Brasília) e, em seguida, a programação no Salão Oval e almoço restrito às delegações.

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No cronograma divulgado pela Casa Branca, o compromisso no Salão Oval está agendado para as 12h15, com possibilidade de participação limitada da imprensa, seguido por um almoço às 12h45. Lula passou a noite na residência oficial da embaixadora do Brasil em Washington e deve se dirigir à Casa Branca ainda pela manhã.

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A visita foi classificada como “visita de trabalho”, modelo mais objetivo e discreto que a tradicional visita de Estado, sem cerimônias militares ou banquetes de gala. Espera-se que o encontro aborde comércio, segurança pública, tecnologia e cooperação internacional. Recentemente, a comitiva brasileira foi reforçada com a inclusão do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Entre os temas centrais estão os minerais críticos e terras raras, recursos nos quais o Brasil detém a segunda maior reserva global, como lítio, cobalto, grafite, nióbio e terras raras. Na pauta, Lula deve destacar a aprovação, em 6 de maio pela Câmara dos Deputados, do Marco Legal dos Minerais Críticos, que cria diretrizes para exploração, limita exportação de matéria-prima bruta, estabelece um conselho gestor e institui um fundo de R$ 5 bilhões para investimentos estratégicos.

O combate ao crime organizado transnacional também figura como prioridade. O governo brasileiro busca evitar que facções como PCC e Comando Vermelho sejam rotuladas pelos Estados Unidos como organizações terroristas, o que poderia acarretar sanções e pressões externas. Em 6 de maio, Trump sancionou uma nova estratégia antiterrorista dos EUA que coloca cartéis e grupos criminosos em destaque.

Na área econômica, os ministros da Fazenda e do Desenvolvimento acompanham Lula para tratar de disputas comerciais e tarifas. Apesar de um recuo parcial nas barreiras contra produtos brasileiros, os EUA mantêm investigações sob a Seção 301 da Lei de Comércio, incluindo apurações sobre o Pix. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que Lula defenderá que o sistema de pagamentos instantâneos não configura monopólio estatal.

Apesar de momentos de tensão recente – com críticas de Lula a ataques americanos no Oriente Médio e discursos mais duros de Trump sobre segurança e comércio –, diplomatas de ambos os lados acreditam que o encontro ocorrerá em clima institucional, focado em resultados práticos e avanços nos temas estratégicos para Brasil e Estados Unidos.

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