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Falas de Frei Gilson que motivaram denúncia na Justiça


Frei Gilson sob suspeita de discursos preconceituosos (Foto: Instagram)

Frei Gilson voltou ao centro de uma polêmica nacional quando vídeos antigos e recentes com falas sobre mulheres, LGBT+ e aborto viralizaram nas redes sociais. Críticas de políticos, jornalistas e seguidores se intensificaram e um ex-seminarista formalizou uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), alegando que o religioso difundiu discursos com teor preconceituoso contra mulheres e pessoas LGBT+ em pregações, entrevistas e publicações online.

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Em um dos trechos mais comentados, o frei afirma que “Deus deu ao homem a liderança” e que a mulher teria sido criada para auxiliar e curar a solidão masculina, segundo passagens do Gênesis. Para ele, a busca feminina por maior autonomia seria uma tentativa de assumir poder indevido na família. O religioso chama a ‘guerra dos sexos’ de ideologia diabólica e critica o sentimento de empoderamento endossado pelas mulheres.

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Além dos comentários sobre o papel da mulher, Frei Gilson também se manifestou sobre temas como racismo, aborto e relações homoafetivas. Em alguns vídeos, ele caracteriza as discussões sobre preconceito como uma “cultura do exagero” e, em oração pública, pediu que o Brasil fosse “libertado do comunismo”. Suas posições conservadoras costumam provocar debates acalorados entre apoiadores e críticos, especialmente em conteúdos exibidos entre 2021 e 2025 que ganharam ampla circulação na internet.

Um vídeo compartilhado pela senadora Soraya Thronicke mostra o sacerdote criticando o empoderamento feminino ao dizer que “mulher quer mais o tempo todo” e que isso seria fruto de ideologias contemporâneas. Ao citar Gênesis 2,18, ele reforça que a Bíblia atribui ao homem a liderança do lar e designa à mulher um papel de apoio. As declarações rapidamente geraram reações negativas de internautas, que consideraram o discurso restritivo e antiquado.

Diversas personalidades repercutiram as falas. A jornalista Rachel Sheherazade afirmou no X que a mensagem de Jesus está ligada à misericórdia e ao respeito às mulheres, usando hashtags em apoio ao padre Júlio Lancellotti. A deputada Tabata Amaral, apesar de reconhecer a relevância do frei para muitos fiéis, discordou das ideias sobre igualdade de gênero, defendendo o direito feminino à autonomia. Internautas no YouTube também criticaram o líder, tildando o discurso de prejudicial às mulheres.

A representação apresentada por Brendo Silva aponta que Frei Gilson utilizou expressões consideradas ultrapassadas ao abordar a homossexualidade e reforçou preconceitos em seus pronunciamentos. Segundo o ex-seminarista, as falas colaboram para discursos de exclusão e não respeitam a diversidade. O Ministério Público de São Paulo avaliará o material e decidirá se abrirá investigação ou tomará outras providências. Até o momento, o religioso não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia.

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