
Vídeo mostra ataque fatal a empresário em oficina de Brasília (Foto: Instagram)
Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos, admitiu ter assassinado a facadas o empresário Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, na oficina mecânica onde ambos trabalhavam em Brasília. Durante seu depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, o suspeito afirmou ter sofrido um estupro coletivo no passado, supostamente com a anuência da vítima. A corporação confirmou que ele apresenta transtornos mentais e segue investigando o caso.
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Na tarde de quarta-feira (6), no Setor de Oficinas Norte, em Brasília, Eduardo surpreendeu o patrão e desferiu várias facadas, tirando-lhe a vida. Ele permaneceu no local até a chegada da polícia, foi detido em flagrante e conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Em entrevista formal, o rapaz quebrou o silêncio e expôs sua versão dos fatos pela primeira vez.
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Segundo testemunhas, o funcionário aparentava estar desorientado ao depor. No relato, ele contou ter sido vítima de estupro coletivo há cerca de quatro anos e acusou Flávio de envolvimento direto no episódio. Eduardo também relatou que era alvo de zombarias e ameaças desde seu primeiro dia no emprego, o que teria gerado profundo ressentimento.
O suspeito afirmou ainda que, em meio a uma discussão inicial, o empresário chegou a ameaçá-lo de deixá-lo em uma cadeira de rodas e teria intimidado o tio de Eduardo, responsável por apresentá-lo à vaga. Ele garantiu, contudo, que jamais teve intenção de praticar violência gratuita e se descreveu como uma “pessoa de bem”.
Imagens de câmeras de segurança, obtidas pela polícia, mostram o momento exato do ataque. Nas filmagens, o homem chega sem aviso prévio, desfere socos e chutes contra Flávio, que estava sentado, e depois o derruba. Em seguida, passa a golpeá-lo com uma faca e utiliza uma roda de ferro de automóvel para desferir diversos ataques, sem que a vítima esboçasse reação.
A Polícia Civil do DF abriu inquérito para apurar todas as circunstâncias do crime. Os peritos concluíram que Eduardo sofre de transtornos mentais, o que será alvo de laudos psiquiátricos durante o processo. A investigação segue em andamento, com o objetivo de esclarecer as motivações e verificar eventual responsabilidade penal reduzida.
O caso repercutiu em Brasília e acendeu discussões sobre segurança e saúde mental no ambiente de trabalho. Especialistas consultados pelo Bacci Notícias ressaltam a necessidade de protocolos para acolhimento de funcionários que apresentem comportamentos de risco e de medidas preventivas para evitar situações de violência.








