
Senador Ciro Nogueira em sessão no Senado Federal (Foto: Instagram)
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de 7 de maio de 2026, a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e favorecimento político vinculado ao Banco Master. Entre os alvos principais está o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por supostos pagamentos mensais de R$ 300 mil e outras vantagens indevidas. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou buscas, prisão temporária e o bloqueio de bens e valores que somam cerca de R$ 18,85 milhões.
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Agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e em Teresina (PI). A operação, sob o comando do ministro André Mendonça, decorre do foro privilegiado do senador e inclui também ordens de prisão temporária. O objetivo da PF é aprofundar as investigações sobre o suposto esquema financeiro capitaneado pelo Banco Master.
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Segundo a investigação, Ciro Nogueira teria atuado em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em troca de vantagens econômicas consideradas indevidas. Ao todo, a ação cumpre 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Documentos obtidos pela PF, a partir de perícia no aparelho celular de Daniel Vorcaro, apontam pagamentos mensais de aproximadamente R$ 300 mil ao senador, além de transações atípicas. Os investigadores identificaram negociações e movimentações financeiras incompatíveis com operações de mercado convencionais.
Na decisão assinada pelo ministro André Mendonça, consta: “A investigação confirmou a aquisição de participação societária com expressivo deságio, pagamentos mensais da ordem de R$ 300.000,00 ou mais, além de outras transações atípicas atribuídas à estrutura vinculada ao parlamentar.” Esse trecho reforça as suspeitas de favorecimento ilícito.
A PF trabalha com a hipótese de que o senador teria usado sua influência política para favorecer interesses do grupo investigado, empregando contratos, participações societárias e transferências financeiras para mascarar pagamentos. O inquérito também mira pessoas próximas à estrutura financeira suspeita.
Entre os alvos de prisão temporária está Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, preso em Minas Gerais. Ele é apontado como um dos operadores das movimentações suspeitas e de operações destinadas a ocultar recursos e viabilizar o repasse de vantagens indevidas por meio de empresas de fachada.
Esta é a quinta fase da Operação Compliance Zero. Em etapas anteriores, a PF já havia apreendido documentos, aparelhos eletrônicos e extratos bancários que embasaram as suspeitas. O STF manteve o sigilo parcial do caso. Até o momento, a defesa de Ciro Nogueira, o Banco Master e Daniel Vorcaro não se pronunciaram oficialmente.








