Mãe estava em festa antes de esquecer filho por 12 horas dentro do carro

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Mãe registra selfie com Vicente momentos antes da tragédia (Foto: Instagram)

Investigadores mexicanos divulgaram novos pormenores sobre a trágica morte de Vicente, de 3 anos, que foi deixado dentro de um automóvel por cerca de 12 horas e não resistiu às condições extremas de calor. O caso aconteceu no último sábado (2), em Mexicali, no estado de Baja California, México, e ganhou repercussão nacional ao expor as consequências devastadoras de um descuido.
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Segundo o relato das autoridades, a mãe do garoto saiu para uma festa acompanhada pelo filho e regressou por volta da meia-noite. Ao chegar em casa, ela entrou direto na residência e adormeceu, sem tirar Vicente do carro, que permaneceu fechado até a manhã seguinte. A peça de evidência mais contundente foi o veículo ainda ligado, com o pequeno preso no banco traseiro.
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Com o sol forte, a temperatura interna do automóvel disparou, atingindo cerca de 33 °C já nas primeiras horas do dia. Uma vizinha, ao perceber a criança inconsciente, acionou imediatamente o serviço de emergência. Socorristas chegaram ao local e encontraram a mãe segurando Vicente nos braços, mas o menino já não apresentava sinais vitais. As equipes tentaram manobras de reanimação, sem sucesso. O carro ficou lacrado para perícia e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi insolação severa, provocada por exposição prolongada ao interior superaquecido do automóvel. O exame apontou ainda queimaduras nas pernas e nos braços de Vicente, decorrentes do contato com as ferragens quentes e do calor intenso. Cesar Gonzalez Vaca, chefe do Serviço Médico Legal, destacou que não havia indícios de violência ou maus-tratos, indicando negligência como fator determinante na fatalidade. A morte é estimada entre 9h e 10h, período em que os termômetros já marcavam acima dos 33 °C.

O caso está sob investigação do Gabinete do Procurador-Geral do Estado de Baja California, que busca esclarecer as circunstâncias exatas do ocorrido e avaliar possíveis responsabilidades. Moradores da região têm cobrado que o episódio seja registrado como negligência grave, pedindo punições adequadas para evitar novas tragédias. Até o momento, as autoridades mantêm sigilo sobre eventuais testemunhas e depoimentos, enquanto familiares e vizinhos acompanham de perto o desenrolar do inquérito.