
Lula revisa estratégia para indicações ao STF após derrota de Messias (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisa modificar seus parâmetros para nomeações ao Supremo Tribunal Federal depois da derrota de Jorge Messias no Senado. Com a votação de 34 votos favoráveis, abaixo dos 41 necessários, o chefe do Executivo estuda diversificar as opções de postulantes, reduzindo o peso de indicações ligadas ao círculo pessoal e buscando maior consistência política.
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Fontes próximas ao Planalto informam que Lula agora considera nomes sem o rótulo de amizade íntima, mas com currículo robusto e reputação ilibada. O presidente pretende priorizar perfis que possam transitar com maior facilidade no Congresso, ampliando as chances de aprovação dos indicados e evitando novos constrangimentos políticos.
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A reviravolta é fruto da rejeição de Messias, considerada a maior derrota do governo no Legislativo até agora. Antes dele, Lula indicou Cristiano Zanin, advogado que o defendeu na Lava-Jato, e Flávio Dino, ex-ministro da Justiça; ambos foram aprovados com relativa facilidade, graças à confiança pessoal e ao reconhecimento de suas trajetórias.
Diante desse cenário, o Palácio do Planalto planeja ampliar o rol de possíveis candidatos, incluindo juristas e autoridades com alinhamento ao campo progressista, mas sem vínculos diretos de amizade com o presidente. A avaliação interna é de que essa abertura facilitará o diálogo com senadores e reforçará a viabilidade política das futuras indicações, sem renunciar à prerrogativa de decisão final.
Fontes ouvidas nos bastidores ressaltam que a articulação no Senado foi determinante para barrar Messias, expondo lacunas na habilidade de costurar acordos. Para evitar novos tropeços, o governo também avalia a possibilidade de indicar uma mulher ao Supremo, embora ainda não haja um nome definido, buscando equilibrar experiência, diversidade e consenso.
Aliados garantem que Lula não pretende agravar o embate com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, descartando, por ora, a reapresentação de Messias. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a escolha de um novo indicado ocorrerá em breve. Enquanto isso, o presidente se prepara para viagem aos Estados Unidos, onde se reunirá com Donald Trump, e, após o retorno, deverá priorizar o assunto no Planalto, com foco em critérios técnicos, alinhamento ideológico e viabilidade política.








