
Justiça Federal aplica Lei Antifacções a investigação de MC Ryan SP (Foto: Instagram)
Nesta quarta-feira (6), a Justiça Federal de Santos determinou a aplicação da chamada Lei Antifacções em uma investigação que envolve o cantor MC Ryan SP. A decisão amplia o rigor das apurações na Operação Narco Fluxo, que apura suspeitas de ligação com facções criminosas. Até então, o inquérito seguia em regime ordinário, mas agora contará com normas mais duras para coibir eventuais práticas ilícitas associadas ao caso.
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O pedido de adoção da Lei Antifacções partiu da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que identificaram indícios de apoio a grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Com a nova qualificação, o processo passa a tramitar em um rito especial, com prazos mais curtos e medidas cautelares mais rigorosas para investigação de crimes vinculados ao crime organizado.
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Entre os elementos levantados pela PF, destaca-se a apreensão de uma joia na residência de MC Ryan SP, cuja inscrição faz referência a um narcotraficante internacional. Esse objeto chamou atenção dos investigadores por sugerir laços com esquemas de tráfico, embora ainda não haja confirmação de envolvimento direto do artista em atos de importação ou distribuição de entorpecentes.
O inquérito também aponta que o cantor teria proximidade com outro artista investigado por apologia ao crime, conforme registros de conversas trocadas por mensagem. Documentos do processo indicam movimentações financeiras atípicas, que podem revelar suporte logístico a lideranças de organizações criminosas, reforçando a necessidade de uma apuração mais rigorosa.
Segundo o Ministério Público Federal, a quadrilha suspeita empregava empresas de fachada para a movimentação de recursos e ocultação de bens. Veículos, imóveis e contas bancárias supostamente controlados por pessoas ligadas ao grupo teriam sido utilizados para abastecer as atividades ilícitas, dificultando o rastreamento e a formalização de provas contra os envolvidos.
O caso tramita sob sigilo judicial, e a defesa de MC Ryan SP ainda não se manifestou publicamente sobre a aplicação da Lei Antifacções ao processo. As próximas etapas da investigação devem seguir as novas diretrizes estabelecidas, com a possibilidade de novas quebras de sigilo telemático e bancário, conforme previsto na legislação mais dura.








