
Diretor de escola em Arraial d’Ajuda é preso temporariamente suspeito de abuso de aluno com TEA (Foto: Instagram)
Na terça-feira (5), a equipe da Polícia Civil da Bahia cumpriu um mandado de prisão temporária contra Maxuel D’ajuda Santiago, diretor da Escola Municipal Profª. Rita de Cássia Silva Santos, em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro (BA). O gestor é suspeito de cometer crime sexual contra um aluno de 15 anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As investigações apontam que o suspeito aproveitou a condição de autoridade para supostamente praticar as ações delituosas.
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Segundo a Polícia Civil, além do mandado de prisão temporária de 30 dias, foram expedidos dois pedidos de busca e apreensão na residência de Santiago. O crime teria ocorrido no dia 24 de abril, durante um passeio coletivo promovido pela unidade escolar, logo após uma visita à praia local. As diligências visam recolher vestígios e documentos que possam confirmar as supostas práticas libidinosas contra o adolescente.
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De acordo com o relato, o jovem compartilhou com a mãe que havia sofrido “um constrangimento”, expondo o episódio de abuso sexual. A família registrou a ocorrência na delegacia de Porto Seguro, onde as autoridades iniciaram as investigações. A vítima foi encaminhada para exame pericial, necessário para comprovar as lesões e os indícios de violência sexual.
O Ministério Público estadual emitiu parecer favorável ao prosseguimento das investigações pela 2ª Vara Criminal de Porto Seguro. Com base nessa manifestação, a Justiça autorizou a execução dos mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de um aparelho DVR que pode conter imagens ou registros importantes para elucidar o caso.
A Polícia Civil continua reunindo depoimentos de testemunhas e analisando o material apreendido para obter novos esclarecimentos. Os investigadores buscam entender a mecânica dos fatos, bem como a eventual responsabilidade de outras pessoas que possam ter participação ou conhecimento dos abusos relatados.
O caso segue sob sigilo e seguirá o trâmite legal para garantir a responsabilização do suspeito e a proteção dos direitos do adolescente. A conclusão das investigações deve subsidiar a definição das medidas judiciais cabíveis, incluindo eventual denúncia por estupro de vulnerável e outras infrações previstas no Código Penal.








