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Autoridades revelam risco de transmissão da variante Andes de hantavírus em cruzeiro


Imagem em microscopia eletrônica com coloração pseudocromática revela partículas do hantavírus, possivelmente da cepa Andes. (Foto: Instagram)

Autoridades de saúde confirmaram que a cepa Andes do hantavírus está presente em um passageiro do cruzeiro MV Hondius, tornando possível a propagação entre seres humanos. Até o momento, três infecções foram oficialmente atestadas, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o desenrolar dos casos.

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O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, anunciou que exames preliminares apontaram a variante Andes no indivíduo em questão. Essa mutação é a única conhecida por transmitir-se diretamente de pessoa para pessoa, elevando a preocupação das autoridades sanitárias.

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O primeiro paciente apresentou sintomas em 24 de abril, durante a viagem, com febre, falta de ar e indicação de pneumonia. No dia 27, ele foi transferido para uma unidade hospitalar na África do Sul, onde permanece internado na UTI. Nesta quinta-feira (6), a OMS reportou um terceiro caso em um ocupante do navio, que está sendo tratado na Suíça. No total, oito pessoas são consideradas suspeitas, mas apenas três já tiveram o diagnóstico confirmado em laboratório.

O hantavírus é uma enfermidade respiratória pouco comum, com transmissão geralmente associada ao contato com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres, além de superfícies contaminadas. A cepa Andes, porém, tem histórico de contágio direto entre humanos em situações de convivência intensa.

O período de incubação vai de duas a quatro semanas, e os sintomas iniciais incluem febre alta, dores de cabeça, musculares, calafrios e desconfortos gastrointestinais. Nos quadros mais graves, podem surgir falência respiratória e queda na pressão arterial, exigindo cuidados intensivos em UTI. Atualmente, não existe vacina ou terapia específica para a infecção, tornando o diagnóstico precoce e o suporte clínico essenciais para a sobrevivência.

Apesar da apreensão gerada pela possibilidade de transmissão direta, a OMS mantém a avaliação de risco global em nível baixo. O monitoramento segue constante, sobretudo em regiões onde fatores ambientais favorecem o aumento das populações de roedores.

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