Vizinha das vítimas de estupro coletivo em São Paulo comenta o caso das duas crianças

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Suspeito de filmar abuso sexual coletivo chega ao 63º DP escoltado por policiais (Foto: Instagram)

A moradora vizinha das vítimas do crime sexual coletivo em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, falou sobre o caso que envolveu duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido no dia 21 de abril. Ela expressou revolta e ansiedade em relação às próximas etapas do processo investigativo, destacando a dor das famílias envolvidas.

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O adulto suspeito de participar do abuso, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi transferido da Bahia para a capital paulista na terça-feira (5). Ele chegou escoltado ao 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, e foi recebido por protestos e xingamentos de moradores revoltados com o crime.

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Ao chegar à delegacia, Alessandro foi alvo de gritos de “monstro” e outras ofensas vindas de populares que acompanharam sua chegada. Ele é apontado como responsável por registrar em vídeo os atos libidinosos praticados por quatro adolescentes contra as duas meninas. A divulgação das imagens em um grupo de WhatsApp agravou ainda mais a revolta pública.

Daniela Aparecida, balconista e moradora do bairro União de Vila Nova, afirmou que a população não aceita que os suspeitos sejam julgados apenas atrás dos muros da delegacia. “Não queremos que eles fiquem lá dentro; merecem punição rigorosa. Essa revolta não vai passar tão cedo, nem para as mães das vítimas”, declarou.

O delegado Geraldo detalhou que quatro adolescentes participaram diretamente dos atos de violência sexual, enquanto Alessandro se encarregou de filmar e espalhar o conteúdo. As prisões dos menores ocorreram em lugares distintos: uma em Jundiaí, duas em diferentes regiões de São Paulo e a última em Ermelino Matarazzo, também na Zona Leste da capital.

A investigação mobilizou uma força-tarefa da Polícia Civil, com apoio de equipes especializadas e análise de imagens que circulavam nas redes sociais. Os relatos de testemunhas e diligências em vários municípios foram fundamentais para a identificação e localização dos envolvidos.

O secretário de Segurança Pública em exercício, Osvaldo Nico Gonçalves, chegou a se reunir com a equipe do 63º DP para acelerar as apurações. A participação direta da cúpula da secretaria reforçou o compromisso das autoridades em tratar o caso com prioridade máxima.

Segundo a polícia, o crime ocorreu em um campo de futebol da região, durante o feriado de Tiradentes, mas só foi denunciado dias depois, por receio das famílias das vítimas. A gravação e o compartilhamento das imagens configuram crime grave e ampliaram a comoção social.

As duas crianças seguem sob acompanhamento psicológico e proteção do poder público: uma foi acolhida por um programa municipal e a outra permanece sob os cuidados de familiares. A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a disseminação das imagens e verificar possíveis ameaças a parentes das vítimas.