
Arma usada no ataque dentro do Instituto São José, em Rio Branco (AC). (Foto: Instagram)
Mostrado em vídeo por uma testemunha, o ataque ocorrido na manhã desta terça-feira (5) no Instituto São José, em Rio Branco (AC), deixou duas inspetoras mortas depois que um adolescente de 13 anos abriu fogo dentro da escola. As imagens registram o momento em que o jovem armado dispara contra as funcionárias, que não resistiram aos ferimentos e caem no chão diante dos estudantes em pânico.
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O Batalhão de Operações Especiais (Bope) confirmou a ocorrência e atua no local com o apoio de outras forças de segurança para preservar a cena do crime. Autoridades também recolheram depoimentos de testemunhas e iniciaram o protocolo de perícia para reunir todas as evidências sobre o atentado.
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As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira e Raquel, inspetoras do instituto. Ambas foram atingidas dentro de um corredor enquanto realizavam rondas de rotina. Não houve tempo hábil para socorro imediato, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local minutos após os disparos, constatando os óbitos.
Segundo informações da polícia, o autor dos disparos é aluno de 13 anos da própria instituição. A arma utilizada pertencia ao padrasto do estudante, que foi identificado e teve o armamento apreendido pela Polícia Militar do Acre (PMAC). O adolescente permanece sob custódia policial à disposição da Justiça.
Em coletiva, o coronel Felipe Russo, comandante do Bope, esclareceu que, além das duas inspetoras mortas, um aluno foi ferido na perna e um funcionário adulto sofreu um ferimento leve. Apesar do susto, nenhum estudante foi considerado em estado grave, e todos receberam atendimento imediato pelas equipes de emergência.
Agentes das polícias Militar e Civil, incluindo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e técnicos do Instituto Médico Legal (IML) participam da operação no Instituto São José. Relatos de sobreviventes descrevem cenas de desespero, com alunos jogando-se ao chão e improvisando barricadas de cadeiras para se protegerem.
As autoridades informaram que os disparos ocorreram em um corredor que dá acesso à sala da diretoria, o que impediu o suspeito de entrar nas salas de aula. Além do jovem detido, outros estudantes supostamente envolvidos ou com conhecimento prévio do plano foram identificados e estão prestando depoimento. O caso segue em investigação para apurar a motivação do crime e a eventual participação de terceiros.








