
Wanderson Cândido da Silva, suspeito de matar a enteada de 3 anos, durante depoimento em Primavera do Leste (MT) (Foto: Instagram)
Um homem detido em Primavera do Leste (MT) é apontado como principal suspeito da morte da enteada, uma menina de apenas 3 anos, mas negou qualquer participação no crime durante depoimento policial. Wanderson Cândido da Silva afirma que não teria capacidade de agredir a criança e solicitou a realização de exames periciais para comprovar sua inocência.
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Wanderson foi preso em flagrante na manhã do último domingo (3) e, desde então, é investigado pela morte da garota. Ele sustenta que o lubrificante encontrado na residência teria sido utilizado apenas em sua relação com a companheira, e não em qualquer prática contra a criança.
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O corpo da menina foi levado, já sem vida, durante a madrugada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Primavera III. Segundo os profissionais de saúde que a receberam, havia múltiplos ferimentos pelo corpo e indícios claros de violência sexual.
O delegado Honório Gonçalves, responsável pelas investigações, revelou que a perícia identificou vestígios de sangue na cama do casal e nas peças de roupa da vítima, além de uma embalagem de lubrificante recolhida no imóvel, que agora integra o conjunto de provas.
Em seu depoimento, Wanderson disse ter orientado a enteada a não dormir na mesma cama em que ele e a mãe dela dormiam. Questionado sobre as manchas de sangue e o lubrificante, declarou: “Eu não fiz nada, nunca teria coragem de fazer isso com minha filha”. Reafirmou seu pedido para a realização de exames que possam confirmar sua versão dos fatos.
O médico que atendeu a criança na UPA relatou um quadro alarmante de negligência: a menina chegou ao local com roupas sujas e já havia sido atendida na mesma unidade, uma semana antes, por causa de hematomas. Na ocasião, os responsáveis atribuíram as marcas a uma suposta “doença hematológica”. Após a morte, exame detalhado apontou sinais incompatíveis com condições naturais, como dilatação fora do normal nas regiões anal e vaginal e uma fissura anal, caracterizando violação forçada. O profissional também mencionou que o Conselho Tutelar já havia sido acionado em atendimentos anteriores por suspeita de maus-tratos à criança, indicando que ela sofria abusos recorrentes.








