Detalhes do caso do recém-nascido enterrado e queimado em Álvares Machado são revelados

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Imagem ilustrativa: mãos de um recém-nascido (Foto: Instagram)

Novos desdobramentos trouxeram informações adicionais sobre o caso do recém-nascido encontrado enterrado e queimado em Álvares Machado. O registro foi feito na segunda-feira (4) e a investigação está a cargo da Polícia Civil de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. As autoridades buscam reconstruir toda a cronologia dos fatos e apurar responsabilidades pelo destino final do bebê.

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O fato veio à tona depois que a mãe, de 23 anos, deu entrada no Hospital Regional de Presidente Prudente em estado de forte sangramento. Ela afirmou à equipe médica que havia sofrido uma perda gestacional. Os profissionais de saúde acionaram de imediato a Polícia Civil, que começou a reunir depoimentos para entender a situação relatada pela paciente.

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Em seu depoimento, a mãe declarou que o bebê teria resultado de um aborto espontâneo e afirmava que a criança já havia nascido sem vida. A versão foi corroborada, em parte, pelo companheiro, que relatou não ter conhecimento de sinais de vitalidade no momento do nascimento. Até o momento, porém, a Polícia Civil não confirmou oficialmente se o bebê chegou a nascer vivo ou se houve provocação externa.

A principal questão que os investigadores tentam esclarecer é se o procedimento que resultou na morte foi natural ou se houve indução deliberada. Peritos do Instituto de Criminalística coletam amostras e analisam vestígios encontrados na residência do casal, onde ocorreu a descoberta do corpo do recém-nascido, enterrado em um terreno baldio.

Durante as diligências, agentes da Polícia Civil localizaram o local exato onde o corpo havia sido ocultado e, segundo as investigações, o pai do bebê desenterrou os restos mortais do filho e ateou fogo na sequência. O homem teria agido assim ao tomar conhecimento de que havia um inquérito policial em curso, na tentativa de eliminar provas. Este comportamento agravou as circunstâncias do crime.

O casal foi preso em flagrante pela prática de ocultação de cadáver e permanece à disposição da Justiça. A polícia aguarda os resultados dos exames periciais – como o laudo de necropsia e testes de material biológico – para verificar se a criança nasceu com vida, além de determinar as causas precisas do óbito. A investigação segue sob sigilo, e novas testemunhas deverão ser ouvidas nos próximos dias.