
Suspeito é apresentado pela Polícia Civil em São Paulo (Foto: Instagram)
Em 21 de abril, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, a Polícia Civil prendeu temporariamente Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, e apreendeu quatro adolescentes suspeitos de participação em estupro coletivo de dois meninos de 7 e 10 anos. A medida foi tomada após as primeiras apurações indicarem o envolvimento direto dos cinco na violência sexual.
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O crime teria ocorrido na casa de um dos adolescentes no bairro Vila Nova União, local onde vítimas e suspeitos já se conheciam. Em coletiva no 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), o delegado Júlio Geraldo afirmou que todos os envolvidos confessaram o ato, mas tentaram defini-lo como uma “brincadeira”, versão rapidamente rejeitada pela equipe investigativa.
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A descoberta do crime se deu após a circulação de um vídeo em redes sociais, que, segundo a polícia, teria sido gravado pelo adulto. As investigações seguem para identificar a fonte original da publicação e reunir mais provas que comprovem a dinâmica dos abusos.
Alessandro Martins dos Santos deixou o estado e foi encontrado na Bahia antes de ser recambiado para São Paulo. Ele foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, divulgação de pornografia infantil e corrupção de menores. Os adolescentes também foram apreendidos nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.
Durante a coletiva, Júlio Geraldo ressaltou a completa ausência de remorso entre os acusados. “Não percebemos qualquer tipo de arrependimento. O que ficou evidente é o receio de ser punido e não a dor das crianças”, destacou o delegado, que frisou a gravidade do comportamento dos envolvidos.
As vítimas foram encaminhadas a atendimento médico e psicológico e continuam em acompanhamento especializado pelo serviço de assistência social. A prioridade, segundo a polícia, é garantir o suporte adequado para minimizar os impactos físicos e emocionais sofridos pelos meninos.
O inquérito segue em curso, com novas linhas de investigação sendo avaliadas. A Polícia Civil busca ainda identificar quem divulgou o vídeo primeiro e apurar possíveis ameaças contra familiares das vítimas ou dos suspeitos, embora nenhuma confirmação tenha sido obtida até o momento.
O Bacci Notícias, que obteve acesso ao material em vídeo, optou por não divulgá-lo devido ao alto grau de crueldade apresentado, em respeito às vítimas e à legislação vigente.








