
Ambulância do SAMU estacionada em frente ao Instituto São José após o tiroteio em Rio Branco (AC). (Foto: Instagram)
Um tiroteio dentro do Instituto São José, em Rio Branco, Acre, deixou duas servidoras mortas e vários alunos feridos, provocando pânico entre estudantes e funcionários. A ação foi confirmada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), que coordenou a segurança no local junto a outras forças estaduais, enquanto equipes de emergência prestaram socorro imediato às vítimas.
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Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram rapidamente à escola e prestaram os primeiros cuidados. Agentes das polícias Militar e Civil, incluindo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), atuaram na contenção da cena e coleta de provas. Técnicos do Instituto Médico Legal (IML) também estiveram no local para realizar os procedimentos periciais.
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Segundo relatos, o ataque ocorreu durante o turno da tarde, quando alunos já estavam em sala de aula. Ao ouvir os disparos, estudantes se jogaram no chão e improvisaram barricadas com cadeiras. A polícia informou que o responsável pelos tiros é um aluno de 13 anos, que teria usado uma arma pertencente ao padrasto. Este último foi levado pela Polícia Militar para prestar esclarecimentos.
Em entrevista, o coronel Felipe Russo, comandante do Bope, explicou que as duas vítimas fatais eram inspetoras do colégio. Ele ressaltou que, apesar do susto, não houve registros de estudantes em estado grave. Um jovem foi atingido na perna e um funcionário adulto também sofreu ferimentos leves. Os disparos aconteceram em um corredor que dá acesso à sala da diretoria, evitando que o autor chegasse às salas de aula.
A polícia militar revelou ainda que outros alunos que teriam conhecimento prévio sobre o ataque foram identificados e estão sendo ouvidos. As investigações buscam esclarecer as motivações do crime, as circunstâncias exatas da ação e a eventual participação de terceiros na facilitação do ocorrido.
No local, foram encontradas diversas cápsulas deflagradas e carregadores espalhados pelo chão, evidenciando a intensidade dos disparos. As inspetoras Alzenir Pereira e Raquel foram localizadas caídas em um dos corredores. A quantidade exata de disparos só será confirmada após o laudo do Instituto de Criminalística, que analisará a dinâmica do ataque.








