
Câmeras de segurança mostram o padrasto carregando Arthur, de 8 anos, desacordado em condomínio de São Vicente (SP). (Foto: Instagram)
Imagens de câmeras de segurança capturam o momento em que o padrasto de Arthur Kenay Andrade de Oliveira – de 8 anos – carrega o menino desacordado nos braços dentro de um condomínio residencial em São Vicente, litoral de São Paulo. As cenas mostram o homem saindo do apartamento em direção à ambulância, enquanto profissionais de saúde se preparam para socorrê-lo. O caso ganhou repercussão após a divulgação do vídeo e as circunstâncias do falecimento do garoto.
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Arthur foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cubatão na tarde da sexta-feira (1º) com lesões compatíveis com maus-tratos e já em parada cardiorrespiratória. Segundo o prontuário médico, o garoto não apresentava sinais de defesa e as marcas no corpo indicavam agressões recentes. Apesar de todos os esforços da equipe de emergência, que realizou manobras de reanimação por mais de 30 minutos, a criança não sobreviveu.
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Os registros mostram Arthur chegando ao prédio ao lado da mãe e do padrasto por volta das 14h, sem sinais de ferimentos aparentes. Por volta das 14h57, a mãe sai do apartamento, deixando o menino sob a guarda do companheiro. Quase uma hora depois, às 16h19, o padrasto é filmado carregando o enteado inconsciente no colo, enquanto se dirige à ambulância para buscar atendimento médico de urgência.
Em seu depoimento inicial, a mãe relatou que estava em casa quando o companheiro chamou o filho para tomar banho; ela teria adormecido e despertado com o garoto já desacordado no banheiro. Horas depois, a mulher mudou sua versão, alegando ter se ausentado para um compromisso em um salão de beleza e que, ao retornar, o padrasto informou que o menino apresentava comportamento letárgico e precisava de atendimento.
A investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, como principal suspeito na morte de Arthur. Os peritos analisam as evidências coletadas na residência e as imagens das câmeras para determinar se houve ação intencional ou negligência por parte de Luan. As autoridades também aguardam laudos médico-legais para confirmar o tipo e a extensão das lesões.
No sábado (2), Luan foi baleado no bairro Ribeirópolis, em Praia Grande, e socorrido em uma ambulância que o conduzia à UPA Samambaia. Durante o trajeto, o veículo foi interceptado por um homem armado, que disparou contra ele. Os paramédicos chegaram a prestar atendimento, mas o suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu ainda dentro do carro de resgate.
Até o momento, não houve prisões relacionadas à execução de Luan nem à investigação sobre o assassinato de Arthur. Os inquéritos permanecem em andamento, com diligências em busca de testemunhas e análises forenses. A Polícia Civil não descarta novas linhas de investigação para elucidar por completo ambos os crimes envolvendo a família.








