
Último suspeito do estuprro coletivo em São Miguel Paulista se apresenta à polícia (Foto: Instagram)
A Polícia Civil confirmou, na segunda-feira (04), que o último jovem suspeito de envolvimento no chocante caso de estupro coletivo contra dois meninos, de 7 e 10 anos, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, se apresentou voluntariamente à autoridade policial. O crime, registrado em 21 de abril no bairro União de Vila Nova, mobilizou uma força-tarefa formada por delegacias especializadas e unidades de apoio, em razão da gravidade das agressões e do impacto social gerado pela notícia.
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Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o adolescente, até então procurado, compareceu depois que familiares mantiveram diálogo com investigadores. Ele era o único entre os quatro menores apontados como autores das agressões que ainda não havia sido localizado. Com essa apresentação, todos os envolvidos identificados diretamente no crime estão agora à disposição da Justiça, tornando completa a fase inicial de apreensões no inquérito.
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Até o momento, três adolescentes haviam sido apreendidos em ações coordenadas pela Polícia Civil de São Paulo, enquanto um homem de 21 anos foi preso temporariamente com o auxílio da Polícia Civil da Bahia. De acordo com as investigações, o grupo teria atuado em conjunto na abordagem das vítimas e na consumação dos abusos, o que agravou as responsabilidades de cada indivíduo, devido à participação múltipla no delito.
O 63º Distrito Policial, em Vila Jacuí, coordenou as diligências, com apoio de equipes especializadas em crimes contra crianças. A identificação dos suspeitos baseou-se na análise de imagens que circulavam em redes sociais, além de depoimentos de testemunhas e levantamentos em diferentes municípios. O secretário de Segurança Pública em exercício, Osvaldo Nico Gonçalves, chegou a visitar pessoalmente o distrito para monitorar o andamento das apurações com prioridade máxima.
Conforme o boletim de ocorrência, o abuso aconteceu em um campo de futebol do bairro União de Vila Nova durante o feriado de Tiradentes. A denúncia só foi oficializada alguns dias depois, por receio das famílias envolvidas. Investigadores apontam que as agressões podem ter sido registradas em vídeo e compartilhadas em grupos, o que configura crime adicional de divulgação de conteúdo envolvendo exploração sexual de menores e ampliou a comoção pública.
As duas crianças seguem sob proteção do poder público. Uma delas foi encaminhada a um programa municipal de acolhimento, com fornecimento de assistência psicológica e médico-legal. A segunda vítima permanece morando com parentes próximos, também acompanhada por equipe multidisciplinar. A Polícia Civil mantém o inquérito aberto para apurar a propagação das imagens e possíveis ameaças a parentes, além de avaliar outras circunstâncias do crime.








