
Secretário de Segurança Osvaldo Nico em coletiva sobre o caso de estupro coletivo contra crianças em São Miguel Paulista (Foto: Instagram)
Em coletiva de imprensa realizada neste domingo (3), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, comentou o bárbaro estupro coletivo contra duas crianças de 7 e 10 anos, ocorrido em 21 de abril no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona leste da capital. Ele afirmou que, diante da brutalidade das cenas, não conseguiu assistir ao vídeo completo que circula nas redes sociais. Segundo ele, a repercussão nas redes e a gravidade do conteúdo reforçam a necessidade de investigação célere e rigorosa.
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Com mais de 45 anos de atuação na polícia, Nico classificou o caso como um dos mais impactantes de sua carreira. “É uma cena terrível e inesquecível”, declarou, ressaltando que nem mesmo um policial experiente conseguiu prosseguir até o fim da gravação. Para o secretário, as imagens deixam marca permanente na memória de quem chega a assisti-las.
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A Polícia Civil avançou rapidamente nas apurações e, em menos de cinco dias, já identificou cinco suspeitos como envolvidos no crime. Entre eles, quatro são adolescentes e um é adulto. Um dos investigados está foragido, e as equipes policiais mantêm contato com sua família para tentar convencê-lo a se entregar. Outro suspeito, que estaria na Bahia, está sendo monitorado e pode ser transferido para São Paulo em breve.
De acordo com o inquérito, o crime ocorreu em um campo de futebol durante o feriado de Tiradentes. As vítimas, dois meninos, foram abusadas e tiveram parte da violência gravada pelos agressores, que passaram a divulgar vídeos e áudios na internet. A divulgação das imagens intensificou a comoção pública. O Bacci Notícias chegou a ter acesso ao material, mas optou por não publicá-lo em razão da crueldade das cenas.
As duas crianças recebem atendimento psicológico e estão sob a proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal em Guaianases, enquanto a outra permanece sob os cuidados do pai em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. O acompanhamento especializado envolve equipes do Conselho Tutelar e serviços socioassistenciais para garantir segurança e suporte às famílias.
O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, explicou que a denúncia só foi formalizada três dias após o crime, por medo das famílias de procurar as autoridades. “Esse caso é revoltante, choca, e não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem, na maioria das vezes, na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia”, afirmou. As autoridades reforçam a importância de denúncias imediatas para combater a impunidade.








