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Prefeitura de São Paulo confirma irregularidade em bar denunciado por Ana Paula Renault


Bar Bernadette é flagrado com alvará irregular após denúncia de influenciadora (Foto: Instagram)

A Prefeitura de São Paulo reconheceu que o bar denunciado por Ana Paula Renault opera com alvará irregular. Após vistoria motivada pela queixa da ex-BBB 26, fiscais constataram que o estabelecimento não corresponde ao licenciamento vigente, mas a administração municipal optou por não aplicar multa imediata, concedendo prazo para regularização.

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Equipes da Subprefeitura da Sé foram ao bar Bernadette, situado na Rua Augusta, 1405, na madrugada de domingo (3), e verificaram que o uso do local excede o que está previsto no documento emitido em 2023. Apesar de identificar descentralização entre as atividades exercidas e as autorizadas, os fiscais limitaram-se à emissão de um Termo de Orientação.

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Por se tratar de uma microempresa, o responsável recebeu um prazo de 30 dias para adequar o funcionamento às normas, sob pena de multa e outras sanções previstas em lei. O alvará de 2023 autoriza apenas atividades de restaurante, com capacidade máxima para 100 pessoas, conforme lembrou o vereador Nabil Bonduki ao reforçar que o local não possui licença para operar como bar ou casa noturna.

Nas redes sociais, Ana Paula Renault afirmou que o Bernadette de fato funciona como casa noturna e prolonga o atendimento até altas horas, com som em volume excessivo. A influenciadora relatou que o barulho provoca vibrações dentro de seu apartamento, causando incômodo a moradores e até danos em móveis e na estrutura interna do imóvel.

A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que o Programa Silêncio Urbano (PSIU) realizou vistorias no local em diversas ocasiões entre 2020 e 2025. Apenas em uma delas, em agosto de 2025, foi registrado nível de ruído acima do permitido, resultando em um Termo de Orientação. As inspeções continuam sem aviso prévio para preservar a eficácia das ações e any reincidência poderá gerar autuação imediata.

O vereador Nabil Bonduki criticou a prefeitura por só identificar a irregularidade após a exposição pública do alvará. Ele questionou a eficiência do PSIU, já que várias visitas não apontaram problemas de licenciamento mesmo com denúncias recorrentes. O episódio reacende o debate sobre fiscalização urbana, enquanto moradores seguem pressionando por solução definitiva após cerca de dois anos de conflitos.

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