
Suspeitos investigados por participação em grupo violento em Brasília (Foto: Instagram)
Novos dados sugerem que a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em Brasília, está ligada à atuação repetida de um grupo de jovens envolvidos em episódios de violência. Testemunhas e vítimas afirmam que esse não seria o primeiro crime associado ao grupo liderado por Pedro Turra, 19 anos, ex-piloto de aviação, apontado como mentor das agressões. As autoridades investigam agora se Turra coordenava as ações de forma sistemática.
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O episódio fatal ocorreu na madrugada de 23 de janeiro, após uma festa em um condomínio de alto padrão na capital federal. Segundo depoimentos de quem estava no local, Rodrigo foi atingido por socos na cabeça durante uma briga que envolveu vários jovens. Apesar de relatar o ocorrido ao pai, o adolescente não resistiu às sérias lesões cranianas e faleceu dias depois. Mensagens trocadas antes do confronto levantam a suspeita de premeditação. O caso ganhou detalhes em reportagem do Domingo Espetacular, da TV Record, exibida no domingo (03).
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Vítimas anteriores atribuem ataques ao mesmo grupo. O estudante de engenharia Arthur Valentim conta ter sido cercado e espancado por Pedro Turra e comparsas meses antes do incidente que culminou na morte de Rodrigo. Conforme relato de Arthur, o motivo teria sido um desentendimento envolvendo a namorada de Turra. Ele narra ter levado socos, chutes e até estrangulamento, escapando apenas ao fingir que acionaria a polícia. A amiga Ester Alves afirma que tentou avisá-lo sobre o risco iminente, mas não encontrou tempo para evitar o ataque.
Em julho de 2025, câmeras de segurança registraram mais uma agressão atribuído ao mesmo grupo, desta vez depois de uma discussão no trânsito. Esses registros reforçam a linha de investigação de um padrão de violência organizado, com alvos pré-selecionados e atuação em bando. As autoridades consideram que o comportamento dos jovens ia além de desentendimentos eventuais, configurando possível prática de crimes coordenados.
A defesa de Pedro Turra sustenta que o episódio envolvendo Rodrigo Castanheira decorreu de um desentendimento que fugiu ao controle e não teve planejamento. No entanto, investigadores apontam indícios de premeditação, sobretudo pelas mensagens trocadas antes da briga. Até agora, sete pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa foram rejeitados pela Justiça, mantendo a prisão de Turra. Não há, contudo, denúncia formal por formação de quadrilha.
A Polícia Civil segue apurando a extensão das ações do grupo e busca identificar outras vítimas. O caso ganhou grande repercussão nacional pela gravidade das agressões e pela suspeita de existência de uma “gangue urbana” atuando em Brasília. Com a conclusão das investigações, o processo deve ser encaminhado à fase de instrução e julgamento em maio, quando testemunhas e provas serão analisadas em tribunal.








