
Foto de mãe com a filha recém-nascida, usada em postagens de luto antes da acusação (Foto: Instagram)
Os detalhes do julgamento realizado nesta semana em Glasgow reacenderam o chocante caso de Nicole Blain, sentenciada por assassinar a própria filha de apenas 19 dias, em meados de 2023, na Escócia. A decisão judicial expôs contradições entre as imagens de luto compartilhadas pela ré e as evidências forenses que apontam a mãe como única autora das lesões fatais sofridas pelo bebê. Nas redes, o desfecho do processo gerou grande repercussão, com reações de indignação e incredulidade.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Antes de ser desmascarada, a mãe de 30 anos comoveu milhares de internautas ao compartilhar postagens cheias de pesar, como “Sinto sua falta, Thea” e “Organizar o funeral da minha filha é a pior coisa que já fiz”. Ela chegou a abrir uma vaquinha on-line, afirmando ter sido surpreendida por uma tragédia repentina e pedindo ajuda financeira para arcar com o enterro da bebê.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O desmentido veio com a autópsia, que apontou ferimentos “catastróficos” incompatíveis com morte natural, incluindo costelas fraturadas e três fraturas no crânio. Peritos ressaltaram que tais lesões só poderiam resultar de violência intensa e repetida, derrubando a narrativa de um acidente ou problema de saúde súbito.
De acordo com o Ministério Público, Nicole Blain não suportava as atribuições da maternidade e teria sacudido a criança com força extrema, além de golpear repetidamente a cabeça do bebê contra superfícies rígidas. Investigadores também coletaram relatos de vizinhos e profissionais de saúde que observaram marcas de agressões anteriores, reforçando a conclusão de violência continuada.
Na tentativa de encobrir o crime, a acusada chegou a acusar o irmão mais novo da vítima, uma criança de apenas 2 anos, transferindo a responsabilidade para o menino. Entretanto, a perícia forense e os depoimentos colhidos pela polícia frustraram esse esforço de manipulação.
Em julgamento presidido pelo juiz Lord Scott, ficou comprovado que Nicole Blain foi a única responsável pela morte da filha. A ré foi sentenciada à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade antecipada, em uma das decisões mais severas aplicadas em casos similares na Escócia.
Familiares da bebê e especialistas em proteção à infância disseram que, embora a pena traga alguma sensação de justiça, nada devolverá a vida de Thea. O caso reacende o debate sobre a necessidade de apoio a mães em situação de vulnerabilidade e sobre os mecanismos de fiscalização do bem-estar infantil.








