Mãe de criança vítima de estupro coletivo em SP rompe o silêncio e relata o ocorrido

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Suspeito detido em São Miguel Paulista e mãe de vítima em depoimento sigiloso (Foto: Instagram)

A mãe de uma das crianças vítimas de um estupro coletivo em São Paulo rompeu o silêncio e comentou pela primeira vez o crime que chocou o país. O caso ocorreu no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, e ainda está sob investigação das autoridades.

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Em entrevista ao programa Brasil do Povo, na RedeTV!, a mulher, cuja identidade não foi revelada, disse que sempre zelou pelo filho e jamais imaginou um ato de tamanha gravidade. O garoto, de 7 anos, foi abusado juntamente com outra criança, de 10 anos, num episódio que gerou comoção nacional.

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Segundo o depoimento, naquele dia o menino estava aos cuidados do padrasto dentro de casa. A mãe afirmou não ter tido qualquer suspeita prévia e ainda busca explicações para o que ocorreu. “Eu não sabia de nada, acho que ele saiu para brincar e aconteceu isso… eu nunca imaginei que eles fariam algo assim. Para mim são monstros, sabiam o que faziam”, relatou.

Após a repercussão do caso, o Ministério Público abriu investigação por abandono de incapaz contra a mãe, e o Conselho Tutelar determinou a retirada dos três filhos da residência como medida de proteção. Ela afirma que a separação tem causado trauma às crianças. “Eles estão sofrendo, pedem por mim, e, infelizmente, por causa dos vídeos enviados ao conselho, tiraram meus filhos de mim”, lamentou.

As investigações apontam que o crime ocorreu na tarde de 21 de abril, feriado de Tiradentes, num campo de futebol da região. Ao todo, cinco pessoas (um maior de idade e quatro adolescentes) são suspeitas. Durante o fim de semana, três jovens foram detidos, e o único adulto acabou preso na Bahia após fugir do local.

Um dos aspectos mais chocantes é que os abusadores teriam gravado a violência e divulgado as imagens na internet. A reportagem do Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos, mas optou por não divulgá-los devido à gravidade das cenas. As duas vítimas recebem acompanhamento especializado: uma foi acolhida por um programa municipal em Guaianases, e a outra está sob os cuidados do pai em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, informou que a denúncia só foi formalizada três dias após o crime, em razão do medo das famílias de procurar as autoridades. Atualmente, as crianças e seus parentes estão sob proteção do Conselho Tutelar e recebem apoio contínuo. “Esse caso é revoltante, choca e não pode ser tratado como algo normal”, afirmou.