Irmã de vítima de estupro coletivo em SP faz denúncia após ver vídeo em redes sociais

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Silhueta infantil evoca o sofrimento de duas vítimas em caso de estupro coletivo em São Miguel Paulista (Foto: Instagram)

A apuração do estupro coletivo contra duas crianças em São Miguel Paulista avançou depois que a irmã de uma das vítimas, maior de idade e que não morava mais com a família, reconheceu o irmão em um vídeo que circulava em redes sociais. O registro formal do crime aconteceu três dias após o abuso, em 24 de abril, pois as famílias fugiram da comunidade por medo de retaliações. Até o momento, quatro dos cinco envolvidos foram detidos.

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No dia 27 de abril, pouco depois do encontro do secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo em exercício, Osvaldo Nico Gonçalves, com os agentes do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), foi realizada uma entrevista coletiva para apresentar os avanços na apuração do crime. O secretário e a equipe reforçaram o compromisso de atuar com rapidez e responsabilidade, assegurando a proteção das vítimas e a responsabilização de todos os envolvidos.

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Segundo o delegado Júlio Geraldo, titular do 63º DP, quando a ocorrência chegou à delegacia ela veio apenas com o relato de uma das irmãs da vítima, sem indicar o local exato dos fatos. Foi necessário reconstruir toda a dinâmica, ir até o campo de futebol onde o crime teria ocorrido, realizar perícias no local e localizar os familiares, que haviam deixado a comunidade com apenas a roupa do corpo, temendo exposição e represálias.

Conforme o delegado, após o registro no dia 24, nos dias 25 e 26 a equipe dedicou-se a ouvir testemunhas e coletar provas. Já no dia 27, todas as declarações estavam consolidadas. Dos cinco suspeitos, quatro são adolescentes e um é maior de idade. Três menores foram apreendidos — um em Jundiaí e dois na capital paulista — e o homem de 21 anos foi preso temporariamente com apoio da Polícia Civil da Bahia. Um quarto adolescente segue foragido.

A delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, também responsável pelas investigações, explicou que a mudança repentina das famílias complicou a localização das vítimas. Somente após a irmã reconhecer o irmão nas imagens é que os policiais conseguiram contatar os parentes, ouvi-los na delegacia e submeter as crianças aos exames necessários para comprovar a violência e garantir o adequado acompanhamento psicológico.

De acordo com a apuração, o crime ocorreu em 21 de abril, feriado de Tiradentes, em um campo de futebol da região leste de São Paulo. O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, confirmou que o medo das famílias atrasou a denúncia em três dias. As imagens gravadas pelos suspeitos circularam em redes sociais, provocando indignação; contudo, as autoridades optaram por não divulgar vídeos ou áudios para resguardar a integridade das crianças.