
Coletiva sobre o caso de estupro coletivo em São Miguel Paulista (Foto: Instagram)
Em coletiva sobre o estupro coletivo em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, a delegada Janaína Dziadowczyk informou que as duas vítimas — um menino de 7 anos e outro de 10 anos — estão bem “na medida do possível”. Ambas as crianças seguem sob proteção do Estado e recebem acompanhamento psicológico e médico especializado. A autoridade também revelou que o principal suspeito adulto, detido recentemente na Bahia, deve ser transferido para São Paulo nos próximos dias para dar prosseguimento às investigações.
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O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo em exercício, Osvaldo Nico Gonçalves, acompanhou a delegada e outros investigadores do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí) na apresentação da apuração. O crime ocorreu em 21 de abril, feriado de Tiradentes, quando as duas crianças foram surpreendidas enquanto brincavam em um campo de futebol público. Segundo os delegados, a intensidade das investigações se manteve constante para identificar todos os envolvidos.
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Os investigadores explicaram que a denúncia foi formalizada pela irmã de uma das vítimas, que reconheceu o suspeito adulto ao ver um vídeo do crime circulando nas redes sociais. Após as imagens viralizarem, o homem, maior de idade, foi localizado e preso em Salvador, na Bahia. Agora, ele aguarda transferência para São Paulo, onde deverá responder pelos crimes de estupro de vulnerável e formação de quadrilha.
A delegada Janaína da Silva Dziadowczyk foi a primeira a detalhar o estado de saúde dos meninos. “As crianças, na medida do possível, estão bem. Uma delas, de 10 anos, tem plena noção do que ocorreu; já a de 7 anos é muito nova e ainda não entende completamente a gravidade do crime”, explicou. Ambas passam por tratamento especializado para minimizar traumas e recebem suporte de psicólogos e assistentes sociais.
Uma das vítimas foi acolhida em um programa municipal de proteção em Guaianases, onde permanece em ambiente seguro e estável. A outra está sob os cuidados do próprio pai, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Em ambos os casos, as famílias receberam orientações sobre o acompanhamento prolongado, incluindo terapias e medidas de segurança para garantir o bem-estar das crianças.
De acordo com o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, a denúncia só foi registrada três dias após o ocorrido, em razão do medo que as famílias tiveram de procurar a polícia. As autoridades também chamaram atenção para o fato de que os abusadores teriam gravado a violência e compartilhado vídeos e áudios nas redes sociais, ampliando a comoção pública. A delegacia optou por não divulgar esses materiais devido ao grau de crueldade contra as vítimas.
