Presidente de ONG questiona sanções a adolescentes após estupro coletivo de crianças em SP

Posted by


Criança abraça ursinho de pelúcia em momento de tristeza, simbolizando o impacto do abuso infantil (Foto: Instagram)

No Brasil, um dos jovens suspeitos de envolvimento no crime chocante de estupro coletivo contra duas crianças na zona leste de São Paulo foi detido na noite desta semana em Jundiaí, após buscar atendimento em um serviço de acolhimento social acompanhado da mãe. O caso, que comoveu o país, ganhou ainda mais destaque depois da declaração de Bruno Matos, presidente de uma ONG de defesa dos direitos infantis, que questionou as medidas aplicadas a menores de idade em situações semelhantes.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Segundo informações oficiais, esse primeiro adolescente apreendido já tinha mandado de apreensão expedido pela Justiça e foi identificado ao dar entrada no abrigo. Outros envolvidos, incluindo um adulto, ainda continuam foragidos, enquanto as autoridades mantêm as investigações sob sigilo para proteger a identidade das vítimas.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O crime ocorreu em 21 de abril, no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, contra dois meninos de 7 e 10 anos. A denúncia só foi registrada dias depois devido ao temor das famílias, o que atrasou o início do processo investigativo. Até o momento, o caso é conduzido pelo 63º Distrito Policial, em São Miguel Paulista.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Bruno Matos criticou as falhas do sistema de responsabilização juvenil no Brasil. Ele destacou que, apesar da gravidade do crime, os menores envolvidos podem ficar pouco tempo privados de liberdade e retornar à sociedade “com o histórico limpo”, aumentando o risco de reincidência.

O presidente da ONG também lamentou a circulação de vídeos do abuso em redes sociais e fez um apelo: “Se você tem esse material no celular, apague. Não compartilhe”. Matos enfatizou que a disseminação desse tipo de conteúdo alimenta redes criminosas e intensifica o sofrimento das vítimas.

Além disso, o representante ressaltou o problema da subnotificação de casos de violência infantil, atribuindo-o a fatores como medo, vergonha e desconhecimento de direitos. Ele cobrou a ampliação de políticas públicas, incluindo delegacias especializadas, acompanhamento psicológico contínuo e reforço das equipes do Conselho Tutelar. Enquanto isso, a Polícia Civil informa que todas as diligências continuam em busca dos demais suspeitos, e as vítimas recebem apoio especializado.