Polícia Civil apura detalhes da morte de idosa encontrada sem roupa íntima em Bayeux

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Idosa de 72 anos é encontrada morta em área alagada de Bayeux (Foto: Instagram)

A Polícia Civil da Paraíba investiga o caso da idosa Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, cujo corpo foi descoberto sem roupa íntima em uma área alagada de um matagal em Bayeux. A vítima estava desaparecida há uma semana antes do achado, na última quinta-feira (30). As circunstâncias do ocorrido chamaram atenção, principalmente pela posição em que o corpo foi encontrado e pelas possíveis motivações do crime.

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De acordo com os registros, Milce saiu para acompanhar um amigo e vizinho em consulta no Hospital Metropolitano, situado entre Santa Rita e Bayeux, na região de João Pessoa. Após esse compromisso, ela não deu mais notícias à família. A ausência prolongada levou parentes a registrar boletim de ocorrência, e as buscas foram iniciadas até o corpo ser localizado no mato alagado.

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O delegado Douglas Garcia, responsável pelo caso em Bayeux, informou que uma das linhas de investigação investiga dívidas da idosa com agiotas. Fontes ouvidas pela polícia afirmaram que cobradores teriam ido à residência de Milce dias antes de seu desaparecimento. Embora essa hipótese seja considerada menos provável no momento, as apurações seguem buscando confirmar se esse fator teve relação direta com a morte.

O corpo de Milce Daniel Pessoa estava em uma área com cerca de 80 centímetros de água acumulada, em decúbito dorsal, com o rosto voltado para o céu, apoiado em galhos e folhagens. Nas proximidades, havia uma sandália da vítima e uma peça de roupa íntima, que passou a ser coletada para análise pericial. Esses detalhes reforçam a complexidade do crime e indicam a necessidade de exames mais aprofundados.

Segundo o laudo preliminar da perícia, o cadáver permanecia no local há mais de 48 horas quando foi encontrado. Ainda não está definido se a morte ocorreu de forma natural ou violenta, e a possibilidade de Milce ter chegado sozinha ao ponto onde foi achada também está em investigação. Técnicos forenses devem emitir parecer definitivo após exames toxicológicos e análise de sinais de agressão.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil da Paraíba, que mantém plantão permanente para coletar depoimentos, revisar imagens de câmeras de segurança e ouvir familiares e vizinhos em busca de novas pistas. As autoridades pedem a colaboração de moradores da região de Bayeux para oferecer informações que possam elucidar o que de fato aconteceu com a idosa nos dias que antecederam sua morte.

A equipe responsável pela perícia recolheu amostras de água e solo no entorno do corpo para verificar a presença de substâncias que possam indicar luta ou uso de produtos químicos. Também serão analisados registros médicos da idosa e eventuais movimentações financeiras recentes que possam apontar motivadores do crime. A investigação prossegue com o objetivo de esclarecer cada detalhe e responsabilizar quem tenha envolvimento nesse caso.