Moraes restringe visitas a Bolsonaro durante internação hospitalar

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Ex-presidente Jair Bolsonaro no DF Star para cirurgia no ombro, sob restrição de visitas (Foto: Instagram)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu limitar o acesso de pessoas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua internação no Hospital DF Star para uma cirurgia no ombro direito realizada nesta sexta-feira (1º). Na decisão, somente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu autorização para acompanhar o procedimento de forma integral. Todas as demais visitas, incluindo advogados e parentes, foram suspensas até que novo aval judicial seja concedido.
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A determinação impede qualquer visita sem a autorização expressa da Justiça, reafirmando o controle do STF sobre o caso mesmo fora do ambiente prisional. Segundo o despacho de Moraes, o acompanhamento por outras pessoas só poderá ocorrer mediante novo pedido ao tribunal e avaliação do juiz responsável. A medida reforça o caráter excepcional da situação de Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar desde o fim de março.
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De acordo com a defesa do ex-presidente, a cirurgia no ombro direito deve levar cerca de cinco horas, considerando o preparo e a própria intervenção. O objetivo é tratar dores persistentes na região, que têm limitado os movimentos e afetado a recuperação física de Bolsonaro. O procedimento inclui a reconstrução do manguito rotador e a correção de outras complicações identificadas pelos médicos do hospital em Brasília.

A equipe jurídica relatou que a lesão foi resultado de uma queda ocorrida em janeiro, enquanto Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal na capital federal. Na ocasião, o impacto provocou danos estruturais ao tendão que sustenta o ombro, exigindo agora a intervenção cirúrgica para restaurar a função normal do membro e reduzir o desconforto crônico.

Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, mas vem cumprindo a detenção em sua residência desde março, após avaliação de seu estado clínico. Em decisão anterior, Moraes já havia considerado o histórico de broncopneumonia bilateral diagnosticado no ex-presidente, que permaneceu internado por várias semanas antes de obter o regime domiciliar.

A restrição de visitas durante a internação evidencia o rigor do controle imposto pelo Judiciário sobre Bolsonaro, garantindo que todas as condições estabelecidas sejam obedecidas mesmo em procedimento médico. O monitoramento constante visa assegurar a segurança e a legalidade do tratamento, sem abrir precedentes para exceções não autorizadas pela corte.