
Juiz Fernando Augusto Chacha durante leitura da sentença e imagens da agressão em frente à escola. (Foto: Instagram)
Na leitura da sentença que condenou mãe e filho pelo assassinato de um estudante em frente a uma escola em Anápolis, o juiz Fernando Augusto Chacha dirigiu-se aos réus com um convite à reflexão, ressaltando que bastaria um breve instante de ponderação para evitar a tragédia e suas consequências irreversíveis.
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Os condenados, Maria Renata de Merces Rodrigues e Kaio Rodrigues Matos, receberam penas que totalizam quase 70 anos de prisão. O magistrado destacou que, se os réus tivessem pensado dez segundos a mais, nada disso teria ocorrido.
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O adolescente Nicollas Serafim, de 14 anos, morreu em 20 de fevereiro de 2024 durante uma briga generalizada motivada por desentendimentos em um jogo online; outros dois jovens também ficaram feridos. A defesa de Maria Renata, chefiada pelos advogados Saulo Silva e Hélio Aquino, reconhece a regularidade processual, mas discorda da dosimetria da pena e já anunciou recurso. O advogado Victor José, que representa Kaio, sustenta que fatores relevantes não foram adequadamente considerados e também pretende apelar.
O julgamento, realizado na 4ª Vara Criminal de Anápolis, durou cerca de 12 horas. O juiz aplicou as qualificadoras por perigo a terceiros e pela idade das vítimas e negou o direito de recorrer em liberdade. Mãe e filho foram condenados por homicídio qualificado e por duas tentativas de homicídio; Maria Renata também foi responsabilizada por corrupção de menores, enquanto Kaio foi absolvido dessa imputação.
As penas fixadas foram de 40 anos de prisão para Maria Renata de Merces Rodrigues e de 29 anos e 7 meses para Kaio Rodrigues Matos, ambos em regime fechado. A sentença determina ainda o pagamento de indenizações: R$ 150 mil à família de Nicollas e R$ 75 mil a cada um dos sobreviventes.
O crime ocorreu por volta das 12h15 em frente ao Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, no Parque Calixtópolis. Câmeras de segurança registraram quando Maria Renata se aproximou de um grupo de estudantes acompanhada de Kaio e de outro filho, portando um martelo. O diálogo iniciou em tom de cobrança e rapidamente evoluiu para confronto, com agressões praticadas por mãe e filho, resultando em três jovens feridos.
No depoimento à polícia, Nicollas afirmou que reagiu para defender a mãe e o irmão, alegando ameaças anteriores. O delegado Wllisses Valentim esclareceu que o conflito teve início em uma transmissão ao vivo de um jogo, quando ofensas motivaram o agendamento de um encontro após a aula. Além da vítima fatal, dois adolescentes de 12 e 15 anos foram socorridos em estado grave ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo e receberam alta dias depois.








