
Bomba de etanol anidro em posto de combustível (Foto: Instagram)
No dia 30 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o governo deverá divulgar ainda esta semana um aumento na proporção de biocombustíveis misturados aos combustíveis fósseis, como gasolina e diesel. A iniciativa integra a estratégia de incentivar o uso de biocombustíveis e diminuir emissões de gases pela frota nacional. A proposta prevê elevar o etanol anidro na gasolina de 30% para 32% e o biodiesel no diesel de 15% para 16%.
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Em seu pronunciamento, Lula destacou o papel do Brasil como alternativa para a descarbonização global. “Se alguém quiser inventar combustível sustentável, não precisa gastar com pesquisa: venha ao Brasil”, afirmou o presidente, ressaltando que o país já produz biocombustíveis em larga escala. Segundo ele, os incrementos de 1 ponto percentual nos teores ocorrerão de forma gradual, com o intuito de mostrar ao mercado internacional a viabilidade e eficiência do modelo brasileiro.
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O Ministério de Minas e Energia informou que pretende começar, já em maio, testes de viabilidade técnica para avaliar o desempenho do biodiesel acima dos atuais 15%. Marlon Arraes, diretor do Departamento de Biocombustíveis da pasta, afirmou que a meta é acelerar o cronograma legal, realizando os ensaios o mais rápido possível para comprovar a segurança e a eficiência das novas misturas.
A proposta de elevar as misturas será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em reunião marcada para 7 de maio. De acordo com o calendário legal, o país está programado para adotar o biodiesel B16 a partir de 2026, avançando até o B20 em 2030. Contudo, qualquer percentual acima de 15% só poderá ser aprovado após comprovação técnica, por meio dos testes.
Pesquisas anteriores do ministério já haviam indicado a viabilidade de incorporar níveis maiores de etanol e biodiesel, embasando a nova diretriz governamental. A pasta reforçou que a aplicação dos cortes superiores seguirá rigorosos critérios de segurança e de conformidade técnica, garantindo que veículos e consumidores não sejam prejudicados.
O presidente também frisou que cada aumento de 1 ponto percentual serve como demonstração do compromisso do Brasil com a sustentabilidade e a inovação tecnológica. Segundo Lula, o avanço paulatino convencerá o mundo de que não é necessário investir em novas pesquisas para obter combustível sustentável quando se pode contar com a experiência e capacidade de produção brasileira.








