
Trump discursa após divulgação de vídeo expor brecha em segurança (Foto: Instagram)
O Governo dos EUA liberou nesta sexta-feira (1º de maio de 2026) novas imagens que mostram Cole Tomas Allen invadindo o jantar da imprensa com o presidente Donald Trump em Washington no sábado anterior. Nas cenas, o suspeito, portando uma espingarda, aproveita uma falha no esquema de segurança do evento — considerado pela Casa Branca como a terceira tentativa de homicídio contra o presidente em exercício — para se aproximar do perímetro restrito, levantando questionamentos sobre os protocolos adotados.
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No vídeo divulgado, Allen, de 31 anos, entra por uma porta que dá acesso a um corredor próximo ao posto de verificação de segurança. Um agente do Serviço Secreto, acompanhado por um cão farejador, observa o trajeto dos elevadores por cerca de 12 segundos, período em que o suspeito some do campo de visão das câmeras. Autoridades avaliam que essa janela foi decisiva para a sequência de eventos.
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Logo após o policial e o animal se afastarem do local, Allen retorna correndo pelo corredor, empunhando a espingarda em direção ao ponto de inspeção. Antes deste momento, ele já havia sido flagrado caminhando pelos corredores do prédio, o que sugere que monitorava atentamente as rotações da segurança. A gravação não mostra qualquer impedimento imediato ao seu deslocamento nas áreas restritas, o que levanta dúvidas sobre possíveis brechas no protocolo interno.
Agentes do Serviço Secreto agiram rapidamente e conseguiram deter o suspeito antes que ele alcançasse o salão principal, onde estavam várias autoridades, como a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e outros membros do governo. A intervenção evitou que qualquer disparo atingisse o público presente. Após a prisão, Allen foi conduzido a uma delegacia local, onde prestou depoimento e passou por processo de custódia.
Allen compareceu pela primeira vez a um tribunal na segunda-feira (27 de abril de 2026) e optou por permanecer em silêncio diante das acusações, conforme relatou a agência Reuters. Até o momento, a defesa não apresentou argumentos formais, e o processo segue em segredo de justiça. As autoridades aguardam a conclusão do inquérito para formalizar as denúncias, incluindo agravantes relacionados à tentativa de assassinato de um agente público.
Em coletiva, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, qualificou o episódio como a terceira grande tentativa de homicídio contra Donald Trump durante seu mandato. Ela informou que Susie Wiles, chefe de gabinete da presidência, convocará uma reunião com representantes do Departamento de Segurança Interna, do Serviço Secreto e da equipe de operações presidenciais para reforçar imediatamente os protocolos de segurança em eventos oficiais.








