Crime chocante em SP: adolescentes são investigados por estupro coletivo de duas crianças

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Criança angustiada após sofrer abuso, simbolizando o trauma e a necessidade de proteção imediata (Foto: Instagram)

A Polícia Civil apura um suposto estupro coletivo contra duas crianças no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Relatórios apontam que o crime ocorreu em 21 de abril, mas a divulgação de áudios e vídeos nas redes sociais intensificou a repercussão e gerou revolta entre moradores locais. A Justiça determinou a prisão preventiva do único adulto e a apreensão dos quatro menores suspeitos, embora nenhum deles tenha sido localizado até agora.
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As vítimas são dois meninos de 7 e 10 anos, de acordo com o inquérito. Pelo menos cinco pessoas teriam participado do abuso: um maior de idade e quatro adolescentes. A denúncia só foi formalizada três dias após o incidente, motivada pelo receio das famílias em procurar as autoridades. Especialistas em proteção à infância ressaltam que esse atraso, muitas vezes, dificulta a coleta imediata de provas e a identificação dos suspeitos.
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Investigadores informaram que os agressores filmaram o ato e compartilharam as imagens em grupos de mensagem. O Bacci Notícias teve acesso aos materiais, mas optou por não divulgá-los diante do alto grau de crueldade contra as vítimas. A circulação dessas gravações nas redes alimentou ainda mais a comoção pública e provocou protestos de moradores que exigem respostas rápidas das autoridades.

O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, afirmou que o medo e a omissão atrasaram a denúncia. Segundo ele, as famílias das crianças, que agora recebem acompanhamento psicológico e jurídico do Conselho Tutelar, só buscaram ajuda após conversar entre si e sentir segurança para falar. “Não podemos naturalizar um crime tão bárbaro. É fundamental que toda suspeita seja comunicada imediatamente”, declarou Rosa, ressaltando a necessidade de apoio contínuo às vítimas.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que já identificou todos os envolvidos e mantém o caso em segredo de Justiça, sob responsabilidade do 63º Distrito Policial. As diligências seguem para localizar os foragidos, reunir provas adicionais e garantir a responsabilização dos responsáveis por esse crime hediondo.