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Web resgata gravação antiga de ex ameaçando PC Siqueira em live


Influenciador tatuado olha para a câmera em ambiente interno. (Foto: Instagram)

Um novo laudo datado de março de 2026, solicitado pela família de PC Siqueira e assinado pelo perito particular Francisco João Aparício La Regina, questiona a conclusão inicial de suicídio por enforcamento com a cinta de catraca apreendida. De acordo com o relatório de 48 páginas, as marcas no pescoço do influenciador não correspondem ao formato do acessório oficial, apontando o uso de um fio fino como provável instrumento de asfixia.

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O Ministério Público determinou que a Polícia Civil envie ao Instituto Médico Legal (IML) o cabo de fone de ouvido fornecido pela família para nova perícia e pediu a acareação entre a ex-namorada de PC Siqueira e uma vizinha, na tentativa de esclarecer contradições nos relatos colhidos durante a investigação inicial.

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Segundo a versão apresentada pela ex-namorada, o influenciador teria ingerido substâncias antes de tentar contra a própria vida, caracterizando um possível quadro de depressão e automutilação. No entanto, diante das novas evidências físicas descritas no laudo independente, a dinâmica dos fatos está sendo reavaliada pelas autoridades encarregadas do caso.

Nas redes sociais, ganhou força a circulação de um trecho de live gravada por PC Siqueira pouco antes de seu falecimento. Na transmissão, o influenciador afirma que a então companheira teria proferido ameaças contra sua integridade física, o que reacende o debate sobre a real motivação do episódio e põe em xeque a hipótese de suicídio.

A combinação entre as dúvidas levantadas pela perícia oficial e o conteúdo do vídeo coloca sob suspeita a tese inicialmente admitida pelas autoridades, abrindo caminho para novos desdobramentos. Investigadores ponderam se houve induzimento ou auxílio externo, além de considerar a possibilidade de reclassificação do caso sob outra tipificação penal.

Devido ao intervalo de tempo desde o sepultamento de PC Siqueira, a exumação foi descartada pelas instituições envolvidas. Assim, os peritos do Instituto de Criminalística deverão basear sua análise apenas no conjunto de fotografias coletadas na data do incidente e no cabo de fone de ouvido encaminhado pela família, com o objetivo de confirmar se o objeto analisado poderia produzir lesões compatíveis com as registradas no pescoço do influenciador.

Enquanto os laudos definitivos não são concluídos, a Polícia Civil mantém o inquérito em curso, aguardando resultados laboratoriais complementares antes de decidir sobre eventual reclassificação ou oferecimento de denúncia por participação direta ou indireta em caso de homicídio.

O suicídio pode ser prevenido. Reconhecer sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo é o primeiro passo. Se você identificar comportamentos de risco, procure ajuda médica e conte com o Centro de Valorização da Vida ligando para 188.

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