
Adolescente suspeito apreendido em Jundiaí pela Polícia Civil (Foto: Instagram)
Um dos principais suspeitos do estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido na madrugada de 21 de abril no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, pode ter se refugiado na Bahia após o crime vir à tona. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil, que atua para localizar o adulto apontado como foragido. A denúncia ganhou grande repercussão nas redes sociais depois de ser divulgada pela influenciadora Vick Lemos, gerando intensa mobilização da opinião pública.
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Segundo o boletim de ocorrência registrado na 63ª Delegacia da capital, cinco pessoas estão envolvidas neste caso: quatro adolescentes, entre 16 e 17 anos, e um adulto. Este último, apontado como mentor do crime, é quem aparece como foragido e, conforme investigação preliminar, teria deixado São Paulo em direção à Bahia. Entre os menores, um já foi apreendido no interior paulista, enquanto os demais seguem sendo procurados. A Polícia Civil intensifica as diligências em busca de todos os suspeitos para esclarecer o grau de participação de cada um.
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Na manhã do dia 24 de abril, um dos adolescentes foi detido em Jundiaí, município localizado a cerca de 60 quilômetros da capital. Ele foi encontrado no Centro POP, unidade de atendimento à população em situação de rua, e estava acompanhado pela mãe. Ao ser identificado, o jovem foi conduzido por um delegado à delegacia local, onde prestou depoimento sob a presença do Conselho Tutelar. A ação reforça a estratégia de abordagem da polícia para apreender rapidamente os envolvidos e evitar que outros participem de atos semelhantes.
As apurações indicam que os abusadores gravaram cenas de violência contra as crianças e compartilharam vídeos e áudios em grupos fechados de redes sociais, o que intensificou a comoção pública. A reportagem do Bacci Notícias teve acesso ao material disseminado, porém optou por não divulgar as imagens nem áudios em respeito à dignidade das vítimas. Atualmente, as duas crianças recebem acompanhamento psicológico e assistencial sob tutela do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa social em Guaianases, enquanto a outra permanece com o pai em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
De acordo com o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, o registro da ocorrência só ocorreu três dias após o crime devido ao medo das famílias de expor a situação às autoridades, o que atrasou o início das investigações. Desde então, as crianças e seus familiares estão sob proteção do Conselho Tutelar e recebem apoio jurídico e psicossocial. A Secretaria de Segurança Pública informou que a investigação tramita em segredo de Justiça e está sob responsabilidade do 63º Distrito Policial, que segue em diligências para localizar o adulto foragido e responsabilizar todos os envolvidos.
