
Visitas ao ex-presidente em hospital são restringidas por decisão do STF (Foto: Instagram)
Na sexta-feira (1º), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu restringir as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto ele fica internado no Hospital DF Star, em Brasília, para uma cirurgia no ombro direito. A operação visa tratar dores crônicas e lesões provocadas por uma queda ocorrida em janeiro, quando Bolsonaro ainda estava na Superintendência da Polícia Federal. A decisão faz parte das medidas de fiscalização da Justiça, já que o ex-presidente cumpre pena em regime domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
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A norma judicial permite apenas a presença de Michelle Bolsonaro como acompanhante integral durante toda a internação. Toda e qualquer visita adicional, incluindo advogados, parentes e apoiadores, está suspensa, e futuros acessos só poderão ocorrer mediante nova autorização expressa do tribunal. Segundo a decisão, o acesso de funcionários do hospital e da imprensa também está vedado, reforçando o caráter excepcional das restrições.
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De acordo com a defesa de Bolsonaro, o procedimento cirúrgico deve durar cerca de cinco horas, incluindo as fases de preparação e anestesia. A intervenção envolve a reconstrução do manguito rotador do ombro direito, uma lesão que tem causado dores persistentes e limitações de movimento. A equipe médica destacou ainda a necessidade de monitoramento em pós-operatório para avaliar a evolução da recuperação.
O problema no ombro direito decorre de queda sofrida em janeiro, quando o ex-presidente estava detido na sede da Polícia Federal em Brasília. Na ocasião, o impacto direto agravou um quadro degenerativo já existente no manguito rotador. Além disso, durante a avaliação pré-operatória, foram identificadas pequenas complicações articulares que serão corrigidas no mesmo procedimento.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está em regime domiciliar desde o fim de março, conforme decisão de Moraes. Naquela oportunidade, o ministro considerou um diagnóstico de broncopneumonia bilateral que levou à internação prolongada e justificou a concessão de prisão em casa por razões de saúde.
Mesmo fora do sistema prisional convencional, a restrição de visitas durante a internação ressalta o rigor do acompanhamento judicial do tratamento médico do ex-presidente. As medidas visam garantir o cumprimento das condições impostas pela Justiça federal e preservar a segurança do processo criminal, mesmo em ambiente hospitalar.








